Pra não dizer que não falei de crônicas

Gimirulino é prosa de bicho, por Ricardo Rodrigues

Na vida a questão maior é onde colocar o desejo? O amor é mais forte do que nós e as nossas circunstâncias? O vaqueiro Gimirulino emenda ser preciso olhar o capim debaixo da rês. Sabedoria sertaneja é assim: prova simplicidade para sobreviver em conta. Quem liga pras loucuras do Uauaretê a passo do lajedo onde demora? Onça velha não perdeu ...

Leia mais »

Futebol e guerra, do céu ao inferno!, por Fernando Zuba

O ano era 1982, e a promissora Seleção Brasileira, comandada por Telê Santana, realizava parte de sua preparação na Toca da Raposa – casa do Cruzeiro. Caju, então motorista da Rádio Capital, era encarregado de transportar os repórteres da Avenida do Contorno, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, onde ficava a sede da estação, até à Lagoa da Pampulha, ...

Leia mais »

De onde sou, por Márcia Lage

Um certo mal-estar atrasa minha resposta, todas as vezes que me perguntam de onde sou. Fico na dúvida se digo que sou mineira ou que nasci em Minas Gerais. Ambas as opções soam como se eu fosse revelar uma coisa muito feia, algo abusivo ou violento, feito menina estuprada ou mulher que apanha do marido. E guardam segredo, por amor ...

Leia mais »

A tragédia da Gameleira, por Ivan Drummond

São muitas as cenas e acontecimentos da minha infância que ficaram marcadas na minha memória. Um desses acontecimentos, trágico, completou 50 anos em 4 de fevereiro: “a tragédia da Gameleira”. Foi quando o pavilhão, que seria o maior da América Latina e transformaria Belo Horizonte, que deixaria de ser apenas mais uma capital brasileira, para ser sede de grandes eventos. ...

Leia mais »

O jornalista que virou rainha, por Márcio Metzker 

Quando Fernando Collor era presidente da República, minha ex-namorada Lúcia Helena aceitou um convite para desenvolver o projeto gráfico de um jornal que o PC Farias estava montando em Alagoas para ameaçar o poder de imprensa do Pedro Collor. Investiram milhões de dólares no projeto e aquilo começou a ser investigado como parte do processo de impeachment do presidente. Peguei ...

Leia mais »

A saga para fugir do covid, por Ivan Drummond

Ninguém me falou que seria assim, melhor, teve a preocupação de falar as dificuldades desse período. Desde o final de fevereiro, que estou em home office. Só saio de casa em raríssimas situações, como para pagar contas, ir à farmácia. Até supermercado, na maioria das vezes, é pelo telefone. Mas os últimos dias foram terríveis. A história começou com a ...

Leia mais »

Tropeçando na semântica, por Hélia Ventura

“Conhece o vocábulo escardinchar?” “Qual o feminino de cupim?” Tem coisas que me salvam. Uma delas é a boa memória. As primeiras frases deste texto foram resgatadas de lembranças da minha primeira aula de semântica no curso de Comunicação Social da Fafich. O ano: 1971, o mesmo em que entrei para a faculdade. Nunca havia tido aula de semântica. Pelo ...

Leia mais »

Minha primeira feminista, por Mirtes Helena Scalioni

Eram oito meninas morando naquela república no bairro Santo Antônio, perto da Fafich, a Faculdade de Ciências Humanas da UFMG onde sobravam intelectuais, loucura, modernidade e a esquerda possível naquele ano de 1973. Todas vieram do interior, eram virgens e ajuizadas, e queriam muito descobrir o mundo com suas delicias e perigos. Ninguém sabe direito de onde surgiu a Zefa, ...

Leia mais »

O secreto esconderijo das receitas, por Beth Fleury

Essa malinha fotografada acima ilustra um pouco do que era a malinha de couro à qual me refiro, sempre que conto pra alguém onde ficavam guardadas as receitas de família em nossa infância. Nessa malinha secreta, guardada em um dos móveis herdados por mamãe na proibida sala de visitas de nossa casa em Sete Lagoas, ficavam cadernos de receitas manuscritas ...

Leia mais »

A várzea é mais que futebol, por Pedro Artur

A várzea é mais que futebol: é lazer e deixa a garotada longe das drogas e do crime. Houve um tempo em que Belo Horizonte era rodeado por campos de futebol. Só aqui, no Esplanada, tínhamos pelo menos uns cinco próximos uns dos outros. Isto nas décadas de 1960 e início da de 1970… Depois sumiram do mapa com a ...

Leia mais »