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Diários Associados: trabalhadores do Estado de Minas cruzam os braços

Os trabalhadores do jornal Estado de Minas não trabalharam nesta quinta-feira 14/1 pelo segundo dia consecutivo em protesto pelo não pagamento do 13º salário e descumprimento de outros direitos trabalhistas pela empresa. Uma nova reunião de mediação no Ministério do Trabalho, entre representantes dos Diários Associados e dos quatro sindicatos de trabalhadores – jornalistas, radialistas, empregados na administração e gráficos –, foi marcada para a próxima terça-feira 19/1.

Diante da marcação dessa reunião, os trabalhadores da TV Alterosa decidiram mudar sua agenda de paralisações. Eles também interromperam o trabalho hoje durante duas horas e voltarão a parar na segunda 18/1, às 13h, e na terça 19/1, às 10h. Amanhã, sexta-feira, todos trabalharão normalmente, tanto na emissora quanto no jornal. Novas assembleias para decidir sobre novos passos do movimento estão marcadas para quarta-feira 20/1.

A paralisação no Estado de Minas, ontem, a partir da tarde, fez com que o jornal circulasse fino, com matérias frias e de agências de notícias. Hoje a paralisação aconteceu durante todo o dia, com grande adesão dos trabalhadores, o efeito deve ser ainda maior. “Temos que valorizar a nossa luta, porque só assim a empresa ouve os trabalhadores”, disse o presidente do Sindicato, Kerison Lopes.

Ele lembrou que, ao contrário do que acontece com outras empresas de comunicação, negociar com os Diários Associados não tem dado resultado. “A empresa mente e não cumpre o que promete. Ela só entende quando paramos o trabalho”, disse, lembrando que foi depois de paralisações que a empresa pagou 25% do 13° e, ontem, mais uma parcela, que seria de mais 25º mas não chegou a isso.

A primeira greve desde 1989

Kerison voltou a denunciar o assédio moral e práticas antissindicais pela empresa, o que fez com que parte dos trabalhadores não aderisse à paralisação, mas pediu a compreensão dos grevistas. “Não vamos nos dividir. Se a empresa convenceu alguns colegas a trabalhar, vamos conversar com eles e ficar ainda mais fortes na próxima vez”, disse. “Os trabalhadores que estão aqui devem se sentir orgulhosos, porque estão fazendo história. Esta é a primeira greve de jornalistas em Minas desde 1989, quando colegas da Rede Globo paralisaram o trabalho.”

Ele acrescentou que os trabalhadores estão mobilizados para que 2016 seja um ano diferente de 2015, quando a empresa descumpriu seguidamente suas obrigações trabalhistas. “O plano de saúde vence daqui a quinze dias e os trabalhadores não sabem como será depois. Não é possível sair de férias e não receber o pagamento, ficar sem tíquete alimentação, sem vale transporte. Desse jeito o trabalhador não tem segurança, não pode organizar a sua vida”, protestou.

Kerison repetiu que os Diários Associados são riquíssimos e donos de grande patrimônio. Não falta à empresa dinheiro para cumprir suas obrigações trabalhistas, mas que ela prefere distribuir os lucros entre os condôminos. “Isso é roubo. É o dinheiro dos trabalhadores que está sendo desviado”, disse, numa referência aos recolhimentos do FGTS e da Previdência, que não estão sendo feitos, além de outros benefícios.

 

Na foto, a paralisação dos trabalhadores do Estado de Minas. (Crédito da foto: Gil Sotero.)

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Um comentário

  1. Rubens de Oliveira

    Sou vendedor do Jornal Estado de Minas moro em Juiz de Fora trabalho viajando, no interior de minas, a empresa não liberou verba de transporte hospedagem e alimentação, estou em casa aguardando como maior parte do meu salário e por premiação sobre vendas estou sendo prejudicado.Me ajudem por favor
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