Força-tarefa vai ajudar também os haitianos refugiados em BH

A força-tarefa formada para auxiliar refugiados sírios em Belo Horizonte decidiu atuar também no apoio aos refugiados haitianos que vivem na Região Metropolitana da capital. A reunião da força-tarefa, realizada na Casa do Jornalista nesta quinta-feira 10/9, contou com a presença de dezenas de participantes e avaliou que o auxílio aos haitianos é urgente, pois eles passam por necessidades básicas, como alimentação e moradia. A força-tarefa organizou-se em comissões cujas ações podem ser acompanhadas na página da comunidade no Facebook, no seguinte link: http://zip.net/bcrZSy.

“Foi uma resposta maravilhosa da sociedade belo-horizontina ao chamado que fizemos”, disse o produtor cultural Pedro Martins, um dos organizadores da força-tarefa. Ele informou que na próxima segunda-feira, 14/9, acontece a segunda reunião da comunidade, também na Casa do Jornalistas, a partir das 19h30.

Além disso, no dia 16, a força-tarefa reúne-se na Cidade Administrativa com representantes da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania para discutir uma política pública estadual para refugiados. “Minas Gerais ainda não tem uma política pública para refugiados”, observou Martins, acrescentando que também foi feito contato visando à realização de uma audiência pública municipal com o mesmo objetivo, no âmbito de Belo Horizonte.

Haitianos e sírios

A estimativa é de que 5 mil haitianos estejam vivendo na RMBH, principalmente em Belo Horizonte, Contagem e Esmeraldas. As doações recolhidas pela força-tarefa serão encaminhadas às paróquias que os estão assistindo e à Arquidiocese de Belo Horizonte. Em relação aos sírios, o levantamento da força-tarefa indica que são 74 os assistidos pela Arquidiocese na capital. Sua situação é relativamente melhor porque, além do número menor, eles estão alojados em apartamentos alugados pela igreja católica.

Pedro Martins ressaltou que as principais demandas dos refugiados não por esmolas, mas por trabalho. “Nossos objetivos são a inserção dos refugiados no mercado de trabalho e na sociedade belo-horizontina”, explicou o produtor cultural. Em decorrência disso, a força-tarefa tem entre suas urgências o ensino do português para os refugiados, que começará a ser oferecido numa sala cedida pelo Sindicato dos Professores. “Estamos convocando profissionais como médicos, advogados, psicólogos e outros, além de professores, para nos ajudarem nesse trabalho humanitário”, disse.

A criação da força-tarefa foi motivada pela comoção provocada em todo o mundo pela fotografia do menino sírio Alan Kurdi, de três anos, que morreu afogado quando sua família fugia Mar Mediterrâneo. A foto, divulgada no dia 2 de setembro, chamou atenção da imprensa e da opinião pública para a guerra civil na Síria, que já dura quatro anos e meio, e o drama dos refugiados sírios em todo o mundo, que já são 3,8 milhões. Mais de 2 mil já foram acolhidos no Brasil.

(Foto: Força-tarefa reuniu-se nesta quinta 10/9/15 na Casa do Jornalista. Crédito da foto: Gil Sotero.)

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11 comentários

  1. Desejo colaborr com este belo trabalho humanitário. Posso dar moradia a 2 pessoas ,e colabora em outras frentes. Obrigada.

    • Eu sou Jonathan e eu sou haitiano tbm. Eu gostaria saber como eu psso entra na universidade. !?? E si algum quer entra em contato cmg … Moro No DF ,Brasilia

  2. Posso ajudar com aulas na área de logística para iniciantes na profissão e possível aproveitamento na empresa que trabalho.
    Sou formado em logística e pós graduado em gestão de projetos e atuo como gerente de logística.

  3. Cláudia Rodrigues Lopes

    Eu e meu esposo, gostaríamos muito de ajudar tanto os sírios, quanto os haitianos mas não sabemos como. Temos disponibilidade para acolher uma casal com filhos pequenos. Aguardamos retorno. Obrigada

  4. Eu poderia ajudar oferecendo moradia e trabalho pra um mulher que goste de cozinhar e tenha boa vontade de aprender. Tenho espaço digno .
    Poderia caso se interessem até indicar para amigas mais pessoas que precisem também. Abraço

  5. tenho uma vaga p pessoa interessada em trabalhar com caes, trabalhando como caseiro
    pode morar no local
    prefereiri a Haitianos pois falo espanho e frances

  6. Jefferson Rodrigues

    Boa tarde,

    Trabalho em uma casa de câmbio, e posso oferecer condições especiais para estes refugiados que estão trabalhando e desejam enviar dinheiro para os familiares que estão no Haíiti.

  7. Robson Juber Viggiano Rocha

    Gostaria de ajudar tambem, como faço.

  8. Tb gostaria de ajudar se puder.
    Moro só. Tenho um quarto ocioso.
    Poderia acolher um haitiano desempregado arcando com suas despesas pelo tempo que precisar até arrumar emprego. Posso ajudar com a língua portuguesa…

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