Jornalistas terão campanha unificada a partir de 2024

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Reprodução da tela da conversa on line da reunião promovida pela Fenaj.
A Plenária Sindical Nacional contou com a participação de 27 pessoas, entre dirigentes da FENAJ e de 22 dos 31 Sindicatos filiados à entidade

A Plenária Sindical Nacional contou com a participação de 27 pessoas, entre dirigentes da FENAJ e de 22 dos 31 Sindicatos filiados à entidade

FENAJ

Representantes de Sindicatos de Jornalistas filiados à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) aprovaram por unanimidade, na terça-feira, dia 8, a realização de uma Campanha Salarial Nacional Unificada da categoria em 2024. A Plenária Sindical Nacional que deliberou pela iniciativa de unificar a luta salarial contou com a participação de 27 pessoas, entre dirigentes da FENAJ e de 22 dos 31 Sindicatos filiados à entidade.

Na abertura da reunião virtual, a presidenta da FENAJ, Samira de Castro, informou que a Federação refiliou-se ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), sendo o sócio de número 267. “A assessoria técnica do Dieese será fundamental para instrumentalizar nossa luta por melhores salários e condições de trabalho dos jornalistas, em âmbito nacional”, disse.

A presidenta explicou sobre a ideia de campanha salarial nacional unificada como um ponto de partida para que os 31 Sindicatos filiados possam iniciar as suas negociações fortalecidos pela visibilidade nacional. “A proposta é termos um calendário de lutas que vigore nos 12 meses de 2024 e a gente só pare quando o último sindicato fechar sua convenção ou acordo coletivo. É o ninguém solta a mão de ninguém na prática”, disse.

O secretário de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da FENAJ e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), Rafael Mesquita, ressaltou que a secretaria iniciou a Pesquisa: Panorama da Mobilização e Negociação Salarial nos Sindicatos de Jornalista que servirá de base para o diagnóstico da atuação dos sindicatos na luta por reajustes salariais e direitos. A ideia é que os Sindicatos respondam ao formulário on-line até sexta-feira (11/08).

Os representantes de Sindicatos de Jornalistas relataram suas dificuldades nas campanhas salariais, que vão desde a falta de entidade patronal para fechar convenções coletivas de trabalho (CCTs), passando pelo fim da ultratividade dos acordos coletivos e CCTs, a intransigência patronal e a eterna crise alegada pelos empregadores do Jornalismo.

Para Samira de Castro, a organização nacional, a união, a mobilização e a participação de toda a categoria, a partir do calendário de ações, são necessárias frente ao desafio de mudar a postura adotada pelo patronato nos últimos anos, de falta de diálogo, desconsideração das demandas dos trabalhadores e imposição de pautas. Todos destacaram que é necessário ter um diagnóstico completo sobre pisos, datas-base e cláusulas gerais com ou sem repercussão financeira, como auxílio creche, auxílio home office e outros benefícios.

Sentimento de categoria

O primeiro secretário da FENAJ e presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Moacy Neves, avaliou que “a unificação das lutas salariais vai dar um novo impulso às campanhas nos estados, fortalecer os Sindicatos e a Federação, construir um sentimento de uma categoria única em todo o país e ampliar a solidariedade entre os jornalistas”. “Estamos pavimentando o caminho rumo ao piso salarial e uma única data-base em todo o país”, destacou.

Thiago Tanji, secretário-adjunto de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da FENAJ e presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), acrescentou que tem percebido a categoria mais participativa, mesmo com dificuldades de mobilização impostas pelo home office. Lembrou das paralisações conjuntas realizadas pelos jornalistas de impresso da Editora Globo em São Paulo, Município do Rio de Janeiro e Brasília, que alcançaram objetivos concretos nas mesas de negociação.

Para Rafael Mesquita, “a realização de uma campanha salarial nacional unificada de jornalistas é uma oportunidade histórica, além de ser uma estratégia poderosa para promover mudanças positivas na profissão, na valorização do jornalismo e no respeito às condições de trabalho justas e dignas”. “Essa meta ousada é um chamado à ação, que vai ecoar nas redações e demais locais de trabalho de norte a sul do Brasil”, destacou.

Próximos passos

A Plenária deliberou, como calendário que, em setembro, haverá nova reunião on-line para debater sobre as principais pautas e estratégias para garantir melhores condições de trabalho e valorização profissional. No mês seguinte, em outra plenárias, será realizado o fechamento da pauta de reivindicações comum, o tema da Campanha Salarial Nacional Unificada dos Jornalistas e o calendário de ações nacionais para o ano seguinte.

Por fim, a proposta é de que a Campanha Salarial Nacional Unificada dos Jornalistas 2024 seja lançada em novembro, durante o 22º Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Imprensa (ENJAI 2023), que será realizado em Salvador (BA), de 16 a 19 de novembro.

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