Empresário que coagiu funcionários a votar em Bolsonaro anuncia boicote à Globo

Dono de rede de supermercados no Paraná suspendeu propagandas nos jornais e novelas da emissora alegando “sensacionalismo” e “ataques” ao presidente Jair Bolsonaro.

A rede de supermercados Condor Super Center, do Paraná, afirmou em nota nesta segunda-feira 4/11 que decidiu suspender propagandas na TV Globo devido aos “ataques” dos jornais da emissora contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O dono da rede, Pedro Joanir Zonta, é o mesmo que coagiu seus funcionários a votarem no então candidato Bolsonaro em 2018, ameaçando cortes no 13º salário e férias caso o mesmo não fosse eleito.

Segundo informou a empresa, por meio de nota, o boicote à Globo “limita-se aos programas jornalísticos nacionais, que são Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Fantástico”. O Condor também afirma que o corte vale para as novelas “Malhação” e “das 21h”. Para a empresa, os programas contrariam “os princípios e valores familiares”.

O primeiro anúncio de boicote à Globo foi feito no domingo 3, já citando que o presidente Jair Bolsonaro estava sofrendo ataques nas coberturas jornalísticas. A reação do bolsonarista Joanir Zonta, que coleciona fotos com Bolsonaro, Sérgio Moro e Ricardo Salles nas redes sociais, veio após reportagem do Jornal Nacional, do dia 29 de outubro, que revelou a visita de um dos suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco ao Condomínio Vivendas da Barra, onde mora Ronnie Lessa e Bolsonaro.

A reação do empresário acompanha as ameaças do presidente de não renovar a concessão da emissora. Só na última semana, Bolsonaro veio à público por três vezes para criticar a Rede Globo, também alegando que a “mamata” havia acabado, em referência a verbas de publicidade do governo federal. Críticas ao jornal Folha de S.Paulo se tornaram igualmente frequentes no governo do capitão reformado.

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[5/11/19]

 

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