Estado de Minas: Empregados da administração decidem fazer greve

Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira 13/12, os empregados na administração do jornal Estado de Minas decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira 17. Eles querem o pagamento dos salários de novembro e do 13º. Uma nova assembleia está marcada para esta sexta 14, às 12h30, na porta do jornal.

Os estagiários também não receberam a bolsa de R$ 642 e o vale transporte a que têm direito.

A mobilização dos empregados da administração do Estado de Minas não tem precedentes. A assembleia contou com adesão praticamente total. Nem mesmo a tentativa da empresa de dividir o movimento, pagando parte dos atrasados a alguns trabalhadores deu certo: também estes desceram para a assembleia e fizeram questão de demonstrar solidariedade aos demais. O movimento tem também a solidariedade dos jornalistas e dos gráficos.

O ambiente é de união e revolta diante do comportamento da direção do jornal, que pagou os salários dos jornalistas (exceto editores) e dos gráficos, mas não pagou os empregados na administração, nem deu nenhuma satisfação. A reação dos trabalhadores foi imediata e geral.

“A empresa achou que os empregados da administração não tinham força”, criticou Rodrigo Carmo, diretor do Sindicato dos Empregados na Administração de Jornais e Revistas. “Ontem, o jornal pagou uma mixaria a alguns para enfraquecer o movimento, mas não deu certo. Mesmo esses desceram para apoiar”, disse.

A mobilização já começa a dar resultado. Depois da assembleia, a direção do Estado de Minas fez uma proposta ao sindicato: pagar todos os atrasados e os salários de dezembro no dia 24.

A proposta será avaliada na assembleia desta sexta, mas não agradou. Por ela, o jornal já anuncia que vai atrasar também o pagamento da segunda parcela do 13º, que deve ser paga até o dia 20. Além disso, estenderá o atraso dos salários por mais 11 dias, deixando os trabalhadores sem dinheiro às vésperas do Natal.

“Tem trabalhador que está sem dinheiro até para comprar comida”, contou Rodrigo.

A situação lembra aquela vivida pelos trabalhadores do Estado de Minas e da TV Alterosa em 2015, quando o 13º também não foi pago, o que deflagrou uma greve.

Além dos salários atrasados, o jornal deve aos empregados da administração uma série de direitos, como FGTS, férias, tíquete alimentação, cesta básica e vale transporte.

 

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[13/12/18]

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Um comentário

  1. Gente, Indiferente se o jornal pagar os salários, a greve deve ser mantida até termos uma definição sobre os outros benefícios em atraso. Não podemos dar mole neste momento. A empresa hora nenhuma se manifesta sobre as pendências.

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