Trabalhadores da Rádio Inconfidência suspendem greve enquanto governo analisa nova proposta

Os jornalistas e radialistas da Rádio Inconfidência decidiram em assembleia nesta sexta 31/8 suspender a paralisação do trabalho enquanto o governo do estado avalia a proposta de reajustar o tíquete alimentação para o valor de R$ 40.

A nova proposta foi feita pela representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Alessandra Parreiras, em mediação realizada ontem, com participação dos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas, representantes do governo e da rádio.

O governo condicionou a análise da proposta à suspensão da greve. Uma nova reunião de mediação está marcada para a próxima quarta-feira 5/9. Os trabalhadores continuam em estado de greve.

A greve foi decidida em assembleia realizada na terça-feira 28. Os grevistas recusaram a proposta apresentada pelo governo, de reposição salarial de 2,7%, retroativa a abril, data-base da categoria, e tíquete alimentação no valor de R$ 34,50.

Foram feitas paralisações quarta e quinta, de 10h às 12h e de 14h às 16h. Alguns programas deixaram de ir ao ar, ouvintes reagiram e se solidarizaram aos grevistas. Para segunda-feira 3/9 estava prevista uma greve total.

Os trabalhadores da Rádio Inconfidência reivindicam tratamento isonômico com os trabalhadores da Rede Minas de Televisão. Há dois anos as duas emissoras fazem parte da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), criada pelo governo do estado, e funcionam no mesmo prédio. O tratamento dado aos trabalhadores no entanto é diferente.

A principal reivindicação dos grevistas é o tíquete alimentação de R$ 47, valor do tíquete dos trabalhadores da Rede Minas. Ele também exigem que o governo cumpra o compromisso de valorizar a emissora, o que até agora, às vésperas do fim do mandato, não foi cumprido.

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[31/8/18]

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