Trabalhadores elegem representantes nos Conselhos da Empresa Mineira de Comunicação

A jornalista Lina Rocha, repórter da Rádio Inconfidência e diretora do SJPMG, foi eleita representante dos empregados no Conselho de Administração da Empresa Mineira de Comunicação (EMC). Ela teve 33 dos 70 votos entre cinco candidatos. O radialista Márcio Ronei foi eleito representante dos empregados no Conselho Curador da EMC, com 45 votos entre três candidatos. A eleição foi feita por voto direto na internet nos dias 2 a 5 de dezembro.

Estes são os primeiros Conselhos da EMC, empresa constituída em 2016 pelo governo estadual para reunir as emissoras públicas Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão. Eles estão previsto no Estatuto Social da EMC, publicado no Diário Oficial do estado no dia 13/11.

O Conselho de Administração é um órgão de deliberação colegiada formado por três representantes do governo, cotista majoritário da empresa, e um representante da Fundação João Pinheiro, cotista minoritário, além da representante dos empregados.

Suas atribuições, segundo o Estatuto, são: orientar as atividades da EMC; fiscalizar a gestão; avaliar os diretores da empresa; manifestar-se sobre as contas anuais; manifestar-se sobre o aumento do quantitativo de pessoal próprio, a concessão de benefícios e vantagens, a revisão de planos de cargos, salários e carreiras, inclusive a alteração de valores pagos a título de remuneração de cargos comissionados ou de livre provimento e remuneração de dirigentes; deliberar sobre os planos gerais de gestão, negócios e de ação; deliberar sobre a destinação do resultado apurado em balanço; aprovar o regimento interno.

“É um Conselho estratégico, com decisões ímpares sobre administração e fiscalização das ações”, observa Lina. “A função exige muita dedicação e deve ser exercida com muita ética.”

A Diretoria Executiva da EMC é formada pela presidência, uma diretoria administrativa-financeira, uma diretoria artística, uma diretoria técnica e uma superintendência jurídica, além de coordenadores de áreas.

Lina acrescenta que ser representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da EMC é uma responsabilidade muito grande, pois decisões muito importantes serão tomadas. É a primeira vez que os trabalhadores participam da gestão da Rádio Inconfidência e a escolha foi feita por meio de eleição.

“É uma porta que está se abrindo e outros trabalhadores deverão ocupar esse espaço futuramente”, ressalta a jornalista.

O radialista Márcio Ronei, que será o representante dos empregados no Conselho Curador da EMC, diz que está empolgado em poder participar da elaboração da linha editorial da Rádio Inconfidência. De acordo com o Estatuto, o Conselho Curador é um órgão permanente com atribuições de consulta, controle social e apoio à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração.

“O que mais me motivou a me candidatar é que, antes de ser profissional da rádio, eu sou ouvinte”, explica Márcio, funcionário efetivado por concurso em 2005. Músico e escritor, graduado em Letras e mestre em Música, ele diz que tem uma identificação muito grande com a Inconfidência e com a comunicação pública.

“Estamos militando por uma causa que é muito maior do que nós, que tem mais de 80 anos, e isso também aumenta nossa responsabilidade”, ressalta Márcio.

Os membros do Conselho Curador têm mandato de dois anos, com direito a uma recondução. Além do representante dos funcionários efetivos da EMC, fazem parte do Conselho o presidente da EMC, um representante da Secretaria de Cultura, um representante da Secretaria-Geral do governo e um representante da sociedade civil.

A EMC foi criada no dia 20 de setembro de 2016 por meio da Lei nº 22.294, que alterou o nome da Rádio Inconfidência Ltda. para a Empresa Mineira de Comunicação e extinguiu a Fundação TV Minas Cultural e Educativa, operadora da Rede Minas, unindo as duas emissoras públicas numa mesma empresa. A Fundação só será extinta efetivamente quando o governo federal autorizar a transferência da concessão de TV Minas para a EMC.

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[11/12/19]

 

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