Auditores fiscais e sindicalistas protestam em BH contra desmonte do Ministério do Trabalho

Auditores fiscais do trabalho e sindicalistas fizeram uma manifestação nesta sexta-feira 10/8 no centro de Belo Horizonte (foto) em defesa do emprego, da aposentadoria e dos direitos trabalhistas. Eles denunciaram o desmonte da estrutura de proteção social aos trabalhadores como parte da reforma trabalhista implantada pelo governo golpista.

“A casa do trabalhador está sendo sucateada e corre risco de extinção”, disse Julie Santos, delegada de base da Delegacia Sindical de Minas Gerais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).

Em nota distribuída à população, sindicatos informaram como o desmonte está ocorrendo e conclamaram os trabalhadores a resistir. “A ausência de concurso público, a falta de investimento nas condições de trabalho do servidor, fechamento de agências por falta de estrutura ou funcionários apontam para um cenário de risco real de extinção do MTE”, afirma a nota assinada pelo Sinisprev, Sindsep MG e Sinait.

“É preciso dizer sempre que o corpo técnico do ministério, os auditores fiscais do trabalho e os servidores administrativos não se confundem com os escândalos de corrupção. É esse corpo técnico que garante serviços básicos ao cidadão”, ressalta a nota.

A nota afirma ainda que o fortalecimento do MTE e dos serviços públicos em geral passa pela revogação da Emenda Constitucional 95/2-16. Essa emenda do governo golpista congelou os investimentos públicos por 20 anos, para destinar dinheiro do orçamento federal para pagamento de juros aos banqueiros, empréstimos subsidiados aos empresários e privilégios a juízes e políticos, cujos salários são aumentados por eles mesmo, como está prestes a acontecer mais uma vez.

“É fundamental apoiar o pessoal do Ministério do Trabalho neste momento”, disse o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração de Jornais e Revistas de Minas Gerais, Marco Antônio Jacob, presente à manifestação. “Se não tiverem o apoio dos trabalhadores hoje, amanhã não teremos mais o Ministério do Trabalho nem onde recorrer para nossas reivindicações.”

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[10/8/18]

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