Trabalhadores da Rede Minas paralisam contra precarização

Os trabalhadores da Rede Minas de Televisão paralisaram o trabalho nesta quarta-feira 5/10 em protesto contra a precarização das condições de trabalho na emissora. Eles reivindicam do governo do estado, entre outros itens, a discussão da transição da Rede Minas para a Empresa Mineira de Comunicação (EMC), a redução da carga horária e a negociação da escala de trabalho.

“A Rede Minas está na UTI, está desidratada. Cada vez tem menos gente trabalhando, a emissora está em vias de extinção, com a criação da EMC, e o governo não discute com a gente”, disse uma porta-voz dos trabalhadores.

A paralisação foi a forma encontrada pelos trabalhadores de discutirem coletivamente os problemas que estão enfrentando, uma vez que trabalham em turnos e não têm oportunidade de se encontrar. O protesto recebeu adesão maciça e provocou prejuízos à programação da emissora, que no entanto não foi interrompida.

O governo do estado enviou um representante para conversar com os grevistas. Ficou acertada a realização de uma reunião nesta quinta-feira 6/10, às 14h30, na Cidade Administrativa, para que as reivindicações sejam expostas. Os trabalhadores voltarão ao trabalho, mas continuarão em estado de greve.

Audiência no MPT

Para o dia 20/10 está marcada uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT), solicitada pelo Sindicato dos Jornalistas e pela Associação dos Servidores Públicos da Rede Minas (Asprem), para tratar da situação dos trabalhadores da Rede Minas a partir da incorporação da EMC.

A EMC terá jornalistas trabalhando no mesmo local e realizando as mesmas funções mas contratados por regimes trabalhistas diferentes (estatutários e celetistas), com jornadas de trabalho e salários diferentes. A expectativa dos trabalhadores é que tais discrepâncias sejam eliminadas, especialmente as de carga horária. Os estatutários cumprem jornada de oito horas, que chega a nove, com o descanso obrigatório. A jornada legal dos jornalistas celetistas é de cinco horas com duas horas extras pagas em dobro, sem intrajornada de descanso.

5/10/16

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2 comentários

  1. Infelizmente somente os cargos do judiciário, Legislativo e Executivo são respeitados, para estes o salário é em dia, não atrasa e os benefícios são incalculáveis. Como exemplo o benefício de auxilio moradia, verbas indenizatórias para os parlamentares. Apoio o movimento, tem que fazer greve geral.

    SOMENTE O DIA EM QUE POLÍTICO FOR OBRIGADO A FAZER GREVE E QUE TEREMOS UM PAÍS MELHOR, POR ENQUANTO ELES VOTAMO PRÓPRIO AUMENTO DE SALÁRIO.

  2. Isso acontece desde a criação dessa emissora que tive o prazer de trabalhar e dar a minha alma, nela desde 2010 até 2014, quando fui demitido, por buscar meus direitos, e acredito que todos devem buscar seus direitos, mas fiquem certos que serão punidos de alguma forma.

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