Violência contra jornalistas é tema de audiência pública na Assembleia nesta quarta 9/9

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realiza nesta quarta-feira (9/9), a partir das 9h, audiência pública para debater a violência contra jornalistas e medidas preventivas de segurança. A reunião, solicitada pelo presidente da comissão, deputado Cristiano Silveira, foi motivada por denúncias do Sindicato. Na ocasião, será lançado o minidocumentário “Impunidade mata”, sobre o jornalista Rodrigo Neto, assassinado há dois anos e meio, em Minas.

Foram convidados para a audiência representantes da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), Polícia Militar (PMMG), Ministério Público (MPMG), Defensoria Pública, Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de Minas Gerais (Aforc-MG), Comitê Rodrigo Neto, Jornalistas Livres, Artigo 19 e Mídia Ninja, além do Sindicato.

“Recebemos relatos de ameaças e de agressões físicas a jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, principalmente os que estão trabalhando na cobertura de protestos. E essas agressões vêm tanto de policiais quanto de manifestantes. É uma situação preocupante, que coloca em risco a liberdade de imprensa em nosso país. Precisamos adotar medidas que garantam a segurança desses profissionais no exercício de suas funções”, disse Cristiano Silveira.

Manifestações e violências

Em abril, o fotógrafo Beto Novaes, do jornal Estado de Minas, foi agredido com chutes durante protesto contra a presidente Dilma Rousseff, em Belo Horizonte. O motivo seria sua semelhança física com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em agosto, o repórter fotográfico Denilton Dias, do jornal O Tempo, foi atingido por uma bala de borracha disparada por um policial militar, durante manifestação contra o reajuste das passagens de ônibus da capital. Nos dois casos, o Sindicato pediu providências às autoridades.

Em 2014, três profissionais da imprensa foram assassinados e 129 sofreram agressões no Brasil. Os números são do relatório anual sobre a violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e incluem ataques, ameaças, detenções, intimidações, censura e condenações. Os principais agressores são policiais, guardas-civis, políticos e assessores de políticos. Metade dos casos ocorreu durante cobertura de manifestações.

O minidocumentário “Impunidade mata” foi produzido pela Artigo 19, organização não governamental (ONG) que atua em defesa da liberdade de imprensa, e contou com apoio do Sindicato dos Jornalistas. O filme conta a história do repórter investigativo Rodrigo Neto, morto com três tiros, em março de 2013, em Ipatinga, no Vale do Aço. Na época do crime, profissionais de imprensa da região se uniram e criaram o Comitê Rodrigo Neto para cobrar rigor na apuração do caso.

(Com informações da Assessoria da Comissão de Direitos Humanos da ALMG.)

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