Justiça de SP mantém sentença que impede Editora Abril de demitir jornalistas

Após ação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), a Editora Abril continua proibida de demitir jornalistas, sob pena de pagamento de multa de R$ 15 mil por trabalhador dispensado. A decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi tomada nesta quinta-feira (30/7).

Não é a primeira vez que o TRT toma uma decisão para suspender os efeitos da dispensa coletiva de jornalistas e empregados administrativos na Abril. O vice-presidente judicial do TRT, desembargador Wilson Fernandes, manteve sentença que impedia novas demissões. Os cortes começaram no dia 2 de junho. A empresa demitiu 31 jornalistas e 80 trabalhadores administrativos.

O desembargador julgou a ação utilizando como base a Constituição e as convenções (98, 135 e 154) da OIT (Organização Internacional de Trabalho), que determina que, antes de demissões em massa, como as caracterizadas pela empresa, é necessário comunicar e negociar com o Sindicato.

A audiência da Editora Abril foi solicitada pelo Sindicato dos Jornalistas em conjunto com o Sindicato dos Empregados da Administração das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de São Paulo. As entidades sindicais recorreram ao Judiciário com o objetivo de preservar os empregos e garantir direitos trabalhistas. Nova audiência estava prevista para esta sexta-feira (31/7).

(Publicado no portal do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo)

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