A Casa de Jornalista de Minas abre, nesta segunda, 17, a exposição “Produtora audiovisual Minas Filmes e seu tempo”, que ira contar ou pouco da história de uma das maiores produtoras cinematográficas de Minas, a Minas Filmes.
Até sexta, 21, será possível assistir filmes e palestras e apreciar a exposição de objetos que compõem essa história, como câmeras antigas e bobinas de filmes, entre outros artefatos que ilustram a trajetória tecnológica e artística da Minas Filmes. Haverá também oficina para demonstrar o uso de equipamentos da época em que o cinema trabalhava com filmes em película, como as mesas de revisão e montagem.
A Minas Filmes foi fundada em 1949, por José de Araújo Cotta, e mantida por Marcos Carsalade Veira Cotta entre 1975 e 1990. Nas primeiras décadas de sua existência, a produtora realizava, principalmente, cinejornais, que retratavam semanalmente os principais acontecimentos do Estado e eram exibidos nos cinemas, no início de cada sessão. A Minas filmes produzia também filmes institucionais, documentários e comerciais em 16mm e 35mm.

Seu rico acervo, de aproximadamente três mil latas de filmes, está sendo restaurado pela Pimenta Filmes, em parceria com a Casa de Jornalista, o Museu da Animação de Belo Horizonte e o Centro de Estudos Cinematográficos (CEC). A coordenação do projeto é do jornalista Alexandre Pimenta. O projeto é financiado pelo Ministério da Cultura e Prefeitura de Belo Horizonte, com recursos da Lei Paulo Gustavo.
Alexandre Pimenta considera que a mostra vai além do entretenimento, propondo-se a resgatar e divulgar a rica história do cinema mineiro e incentivar a reflexão sobre sua relação com a sociedade. “É uma celebração da cultura que reafirma o papel do cinema como um instrumento poderoso de conexão e transformação social, consolidando Belo Horizonte como um dos polos mais importantes da produção audiovisual brasileira”, afirma Alexandre Pimenta.
Na abertura da mostra, a preservadora audiovisual e museóloga Fernanda Coelho, que durante muitos anos atuou na Cinemateca Brasileira, fará palestra sobre a importância da preservação de acervos audiovisuais no país.
Fernanda Coelho é conservadora audiovisual e museóloga, atuando na área de preservação audiovisual desde 1979. Em 2024, atuou como consultora da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, quando formulou um modelo de governança para uma Rede Nacional de Arquivos Audiovisuais. É também uma das fundadoras da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA).
Exposição “Produtora Audiovisual Minas Filme e seu Tempo”
Data: 18 a 21 de novembro, de 13h às 19h
Abertura: 17, às 19h30
Local: Casa de Jornalista – avenida Álvares Cabral, 400, Centro, Belo Horizonte
A entrada é franca
