O Sindicato dos Jornalistas voltou a cobrar do Sindicato de Jornais e Revistas a apresentação de nova contraproposta a fim de dar seqüência às negociações para renovação da convenção coletiva. Há mais de um mês, no dia 8 de junho, representantes dos dois sindicatos estiveram reunidos, quando foi apresentada a contraproposta de reajuste salarial de apenas 4,5%.
Como o índice apresentado era abaixo das perdas salariais do período, calculada em 5,3%, conforme o INPC, os representantes dos jornalistas avaliaram que não dava para levar a contraproposta para a avaliação dos jornalistas em assembléias e solicitaram nova contraproposta, que ainda não foi apresentada.
Para que as negociações se acelerem e para impedir que elas se estendam ao longo do segundo semestre, o Sindicato dos Jornalistas havia solicitado a presença dos representantes patronais por duas vezes em reuniões na Superintendência Regional do Trabalho (SRT), às quais eles não compareceram. Diante disso, o sindicato acionou o Ministério Público do Trabalho, que convocou uma reunião entre as partes. Somente após esta iniciativa o sindicato patronal se mexeu e agendou a reunião ocorrida no dia 8 de junho.
Agora, caso o sindicato patronal não se manifeste nos próximos dias, a entidade dos jornalistas vai acionar novamente o Ministério Público do Trabalho. Geralmente, o sindicato patronal de jornais e revistas aguarda o fechamento do acordo de rádio e TV de Belo Horizonte, assim como a convenção coletiva do Distrito Federal, para acelerar as negociações. Em Brasília, foi fechado acordo com 5,30% de reajuste, conforme a perda calculada pelo INPC, mais um acréscimo como participação nos resultados de 30% até um total de R$ 1 mil e de R$ 800 como mínimo.
Diante do atraso nas negociações, o Sindicato dos Jornalistas vai reivindicar que as diferenças salariais sejam pagas com juros e correção monetária.
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