O departamento de fiscalização do SJPMG está enviando ofício para todas as empresas jornalísticas denunciadas por conduta irregular. Atualmente existem 95 processos em andamento, sendo que o maior número de denúncias está nas cidades de Teófilo Otoni (15), Itabira (14), Belo Horizonte (13), Nova Serrana (08), Almenara (06), Caratinga (05) e, Pouso Alegre, Uberaba e Vale do Jequitinhonha com quatro denúncias cada uma.
O departamento jurídico vem respondendo dúvidas que são encaminhadas via e-mail, telefone e pessoalmente pelos jornalistas, para esclarecer os direitos e as condições de trabalho previstas para os jornalistas. Mais de 90% das denúncias é de contratação de pessoas não habilitadas para o exercício da profissão. As empresas contratam funcionários que exercem a função de jornalistas, sem que os mesmos tenham registro junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), órgão responsável pela emissão do registro profissional de jornalista.
Com essa prática elas estão burlando o Decreto nº 83.284/79. Em seu artigo 4º está previsto que “o exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho (...)”. O que a direção do SJPMG quer e busca é o respeito profissional, para que a categoria tenha seus direitos garantidos e sua valorização enquanto profissional diferenciado. Alexandre Campello, diretor de fiscalização do SJPMG, explica que a instituição tem buscado, por meio das cartas, agilizar o processo.
Caso as empresas não regularizem a situação, o SJPMG vai instaurar processo criminal e cível. As ações do Sindicato visam à regularização da situação dos funcionários jornalistas e pede que sejam observadas as normas trabalhistas brasileiras (CLT, Decreto 83.284/79, Lei 5.896/71) e a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria, disponibilizada em nosso site: www.jornalistasdeminas.org.br .
O SJPMG alerta para o fato de que quem exerce a profissão ou atividade ou anuncia que a exerce sem preencher as condições legais, incorre em contravenção penal (art. 47, Decreto-lei nº 3688/41), passível de aplicação de multa e ainda de 15 dias a três meses de prisão.
O objetivo do Sindicato, ao emitir a correspondência, é sanar as irregularidades pela via extrajudicial. Caso os denunciados não procedam à regularização, o departamento jurídico pode tomar as medidas cabíveis, como forma de tornar o cumprimento da lei eficaz. Inclusive a comunicação das irregularidades à DRT e ao Ministério Público do Trabalho, a fim de que se proceda à devida fiscalização e autuação e, principalmente, interposição de ação judicial.
QUADRO GERAL Inicio da data de apuração: 01.01.2006 Número total de processos: 95 *Existem alguns processos que possuem mais de uma denúncia Número de denúncias por região: Almenara: 06 Barão de Cocais: 01 Boa Esperança: 01 Belo Horizonte: 13 Caratinga: 01 Carmo da Cachoeira: 01 Conselheiro Lafaiete: 01 Contagem: 02 Divinópolis: 02 Frutal: 02 Itabira: 14 Iturama: 01 Machado: 02 Nova Era: 01 Nova Serrana: 08 Sabará: 01 São João Del Rey: 01 Santo Antônio do Monte: 01 Teófilo Otoni: 15 Timóteo: 01 Passos: 01 Piumhi: 02 Ponte Nova : 01 Pouso Alegre: 04 Uberaba: 04 Uberlândia: 01 Vale do Jequitinhonha: 04 Vale do Aço: 01
Motivo de maior relevância nas denúncias: Pessoas inabilitadas exercendo atividade privativa de jornalistas. Cidades de maior incidência: Teófilo Otoni (15); Itabira (14); Belo Horizonte (13); Nova Serrana (08); Almenara (06); Caratinga (05); Pouso Alegre, Uberaba e Vale do Jequitinhonha (04 cada uma); as demais são inferiores a 3 denúncias. Número de fiscalizações requeridas na DRT, BH e Minas Gerais: 57 Número de fiscalizações com autuação na DRT: 07 Número de processos arquivados sem solução: 02 Número de processos arquivados com solução: 01
Levantamento das denúncias por cidade
- Teófilo Otoni (16 denúncias):
* 14 veículos possuem funcionários exercendo funções privativas de jornalista sem registro. * Dois veículos em que o jornalista assina o impresso, mas não participa da confecção.
- Itabira (14 denúncias)
* Todos os veículos possuem funcionários exercendo funções privativas de jornalista sem registro. * Além disso, um possui um profissional que exerce a função de jornalista de CTPS assinada.
- Belo Horizonte (13 denúncias)
* Quatro veículos possuem funcionários exercendo funções privativas de jornalistas sem registro; * Em quatro há excesso de jornada de trabalho, sendo que os funcionários não recebem o devido adicional; * Dois veículos com utilização de mão-de-obra de estagiários exercendo funções privativas de jornalistas profissionais; * Um veículo possui profissional que exerce a função de jornalista sem CTPS assinada; * Um veículo não tem jornalista responsável; um veículo contratou um número excessivo de estagiários e trainees; * Um veículo utiliza, indevidamente, logomarca do Governo e utiliza instituição de caridade para arrecadar dinheiro; * UM veículo utiliza o ar-condicionado de forma excessiva, deixando o ambiente muito frio.
- Nova Serrana (8 denúncias)
* Todos os veículos possuem funcionários exercendo funções privativas de jornalista sem registro.
- Almenara (6 denúncias)
* Todos os veículos possuem funcionários exercendo funções privativas de jornalista sem registro. * Em um desses veículos há profissional que atua como jornalista sem CTPS assinada.
- Caratinga (5 denúncias)
* Todos os veículos possuem funcionários exercendo funções privativas de jornalista sem registro e; * em todos eles há descumprimento da legislação trabalhista, como o não pagamento de hora extra, não percebimento do piso salarial e não repasse da contribuição sindical para o Sindicato.
- Pouso Alegre (4 denúncias)
* Todos os veículos possuem matérias sem identificação do profissional responsável.
- Uberaba (4 denúncias)
* Em quatro veículos o jornalista responsável não possui nível superior e as matérias não são assinadas. * Três veículos possuem matérias não assinadas.
- Vale do Jequitinhonha (4 denúncias)
* Quatro veículos não possuem jornalista responsável. * Um dos impressos não possui expediente.
Denuncie os veículos irregulares no e-mail: fiscaliza@sjpmg.org.br
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