De casa nova, CEC-MG completa 70 anos de e reúne acervo sobre a história do cinema mineiro

O Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) completa neste ano 70 anos de existência, preservando a história e a memória da produção audiovisual mineira, e agora de casa nova. O novo endereço do CEC- G é a Casa do Jornalista, aonde funciona a sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

Reunindo em sua nova sede livros sobre televisão, cinema e clássicos da literatura brasileira, o centro também conta com um acervo de películas cinematográficas, além de filmes nacionais e estrangeiros em formatos de DVD e VHS.

O CEC-MG foi inaugurado em 1951 como um cineclube para facilitar o acesso a filmes e estimular o debate sobre o cinema. O jornalista Victor Almeida, atual diretor-executivo do Instituto Humberto Mauro e membro do CEC desde 1958, conta que, na época, não havia um centro formativo e, ao mesmo tempo, recreativo sobre o cinema em Belo Horizonte. “Nesse sentido surgiu o CEC, que passou a aglutinar, durante várias décadas, obras cinematográficas que eram do interesse de escritores, dramaturgos, jornalistas, entre outros profissionais”.

Almeida comenta que a entidade cumpriu um papel importante em uma época que o cinema estava explodindo no Brasil e era ainda pouco acessível. “Pelo CEC passaram várias gerações de jovens interessados na cultura e que buscavam no cinema um meio de informação e de expressão. Reuniam jovens, estudantes, cinéfilos, dramaturgos, críticos e tantos outros. Era um espaço para pensar a partir do cinema”, relembra.

Com o passar do tempo, o CEC se consolidou como um ponto de encontro para debater a arte cinematográfica e, por isso, foi responsável por formar uma geração de críticos e cineastas, como Maurício Gomes Leite e Geraldo Veloso. “Os jovens que frequentavam o CEC acabaram se encaminhando para o jornalismo e para outras carreiras que faziam fronteiras com o cinema, como a arte, a literatura, as ciências sociais e outros setores interessados pelo debate cultural”, relata Almeida.

O CEC-MG é atualmente referência nacional de reflexão crítica e formação através do cineclubismo, abarcando filmes independentes e experimentais, de produção nacional e internacional. Em 2021, completando seus 70 anos de atuação, a entidade preserva a memória do cinema mineiro e parte da história do cinema brasileiro.

O centro passa atualmente por um processo de digitalização de documentos, viabilizado com os recursos da Lei Aldir Blanc, e logo seu acervo vai ser exibido ao público em sessões comentadas na Casa do Jornalista.

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