Covid-19 leva a jornalista Nilza Murari, ex-diretora do SJPMG

Faleceu nesta sexta-feira, dia 23, aos 55 anos, a jornalista Nilza Antônia Guimarães Murari, vítima de Covid-19. Nilza estava internada no Hospital Mater Dei e não resistiu à doença, que se agravou ao longa da semana.

O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais lamenta a perda irreparável da jornalista, que era uma aguerrida defensora da categoria. Nilza foi diretora do Sindicato dos Jornalistas na gestão dos ex-presidentes Aloísio Lopes e Aloísio Moraes, permanecendo à frente da entidade até 2011.

A jornalista sempre esteve ao lado das boas causas e lutas pelo trabalhador, relembra o ex-presidente Aloísio Lopes: “Nilza foi diretora no Sindicato no meu mandato, e ajudou muito nossa gestão. Ela esteve envolvida em vários projetos, na valorização das assessorias de imprensa, nas discussões das pautas de reivindicações nas redações, nos cursos de qualificação, na atuação do sindicato no interior. Nilza ajudava muito a atividade sindical e continuou envolvida até o fim em campanhas para ajudar na arrecadação financeira para sustentação da nossa entidade. É uma perda muito grande para nós, que convivemos com ela, que somos amigos dela.”

Aloísio Moraes, presidente da entidade entre 2008 e 2011, destaca a preocupação e dedicação da jornalista com as questões trabalhistas: “Nilza teve uma participação muito ativa na nossa diretoria, participava das discussões, era muito dedicada ao trabalho. Foi sem dúvida nenhuma muito importante para o Sindicato dos Jornalistas. Tivemos naquela ocasião, na nossa chapa, várias mulheres aguerridas, e ela era, sem dúvida, uma delas, sempre participante, interessada pelas causas do Sindicato e pela categoria. Nilza vai deixar muita saudades..”

Atualmente, Nilza Murari era jornalista do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, o Sinait, onde trabalhava desde 1997. Antes, trabalhou com como jornalista na Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais (Aafit-MG) e na Câmara Municipal de Belo Horizonte, entre 1990 e 2010.

Integrante da atual gestão do SJPMG, o diretor Marcelo Freitas recorda quando conheceu Nilza Murari, ao lecionar jornalismo na PUC Minas: “Há muitos anos conhecia a Nilza Murari. Primeiro, quando dei aulas na PUC e ela foi minha aluna. Depois, um desses acasos do destino, Nilza fez uns trabalhos de jornalismo como free-lancer para uma pequena empresa de comunicação que tive. Lá estava ela, sempre delicada no trato; sempre sorridente e de bem com a vida. Depois, mais recentemente, nossos destinos se encontraram no Facebook. E lá estava Nilza, como sempre, sorridente e de bem com a vida. Nas postagens minhas em que ela deixava algum comentário, sempre me tratava como “professor”. Era apenas um gesto de delicadeza. Hoje, recebi a triste notícia de sua morte. Perdi uma “aluna”.

Marcelo também enfatiza a última publicação da jornalista no Facebook, criticando os elevados níveis de contaminações e mortes por Covid-19, no Brasil: “No Facebook, fui em busca da última postagem de Nilza, que foi feita no dia 31 de março, quando ainda não estava internada. No texto, ela lamentava o número de mortes por Covid-19 ocorridas naquele dia, que somavam 3.950. Nilza acrescentou o comentário: ‘quase 4 mil mortes hoje’. A notícia de sua morte foi muito triste. E não foi apenas um número a mais”, afirma Marcelo Freitas.

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais lamenta a perda da jornalista Nilza Murari para a Covid-19 e se solidariza com a família.

 

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Um comentário

  1. Muito triste despedir da Nilza Murari sem de fato poder despedir, sem poder abraçarmos os colegas e parentes. Temos que reforçar a campanha por vacinação antes que mais vidas se percam!

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