SJPMG apoia a greve dos petroleiros

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais apoia a greve dos petroleiros. O SJPMG se solidariza aos grevistas e repudia os atos antidemocráticos praticados pela direção da Petrobras que visam a intimidar os trabalhadores e agridem o direito de greve, legítimo e constitucional. A greve foi aprovada pelos 13 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A greve é por tempo indeterminado e já mobiliza 8 mil petroleiros em 10 estados. A expectativa é que a adesão aumente nesta segunda-feira 3/2. Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, a paralisação começou às 23h30 de sexta-feira 31/1.

Os petroleiros querem a reversão do fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e da demissão em massa dos seus empregados. Exigem o estabelecimento imediato de negociações, o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a revogação das medidas que afetam a vida de milhares de trabalhadores e suas famílias, com reflexos para todos os brasileiros.

O fechamento da Fafen, parte do processo de privatização da Petrobras, foi anunciado no dia 14 de janeiro. Conforme alerta a FUP, a Fafen é hoje a única produtora nacional de ureia, insumo básico para a produção de fertilizantes. Seu fechamento deixa o país ainda mais exposto ao mercado internacional de fertilizantes, com reflexos na produção e nos preços nacionais.

As demissões de 1.000 trabalhadores estão previstas para começar no dia 14/2, sem que tenha havido negociação com os sindicatos, como determina a lei em caso de demissões em massa.

As demissões ferem a cláusula 26 do ACT, pela qual qualquer demissão em massa deve ser negociada previamente com os sindicatos. Os grevistas também exigem o cumprimento das negociações determinadas no ACT, mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em novembro do ano passado.

Uma comissão da FUP ocupa, desde a tarde de sexta-feira 31/1, a sala de reuniões da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro para pressionar a empresa a rever as demissões e abrir um canal de negociação. A empresa cortou o fornecimento de energia e água da sala de reuniões e impediu a entrega de alimento e água para a comissão. O movimento, no entanto, conquistou judicialmente o direito de ocupação no edifício sede da Petrobras. A justiça também determinou a religação de energia e da água, sob pena de multa horária de R$ 100 mil.

[3/1/20]

 

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