Secretário garante contratação de jornalistas para Rede Minas

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) se reuniu hoje com o secretário de Estado de Cultura e Turismo, o jornalista Marcelo Matte, e com o secretário-adjunto, Bernardo Silviano Brandão Vianna, para conversar sobre a situação da Rede Minas e da Rádio Inconfidência, fundidas na Empresa Mineira de Comunicação, ainda em implantação pelo governo de Minas.

Matte informou que deve ser publicada amanhã a contratação de vinte jornalistas para reforçar os quadros da Rede Minas, onde há muita evasão de concursados em função dos baixos salários. E garantiu que o governo não tem interesse em fechar as empresas de comunicação do estado e nenhum outro equipamento cultural. Nem mesmo a rádio Inconfidência AM, como chegou a ser aventado no início do ano passado.

Segundo o secretário, o Ibope foi contratado para avaliar a audiência da Inconfidência que já subiu dois degraus no ranking das rádios da capital e aumento seu número de ouvintes em 47%. O Ibope também foi contratado para medir a audiência da Rede Minas este ano. Matte disse que todos esforços estão sendo feitos para colocar em dia as finanças das duas emissoras e garantir recursos para investir em melhorias salariais e de infraestrutura.

O secretário disse ainda que algumas dívidas elevadas que as duas emissoras tinham foram quitadas e que não ficou nenhuma dívida do ano passado. Os recursos ainda são insuficientes para suprir toda demanda da rádio e da TV, mas a expectativa dele é que com a regularização da situação da EMC o estado possa captar verbas publicitárias para tornar as emissoras mais autossustentáveis. Para que isso aconteça é preciso finalizar o plano de cargos e salários e resolver a questão da outorga, já que a Fundação Rede Minas tem outorga de televisão, já a EMC não.

A presidenta do SJPMG, Alessandra Mello, e a diretora Brenda Marques, jornalista concursada da Rede Minas, manifestaram preocupação com a situação dos trabalhadores da TV pública, principalmente em relação ao destino deles com a implantação definitiva da EMC e com a ausência de uma da lei de carreira, compatível com o plano de cargos e salários que está sendo discutido para a EMC, que contemplaria apenas os trabalhadores da rádio.

Segundo Bernardo Viana, secretário-adjunto, a Secretária de Planejamento está estudando a situação trabalhista dos funcionários para encontrar uma fórmula de equacionar a diferença de regimes (os servidores da rádio Inconfidência são concursados regidos pela CLT e os da Rede Minas são estatutários com direitos previstos em lei estadual específica) sem prejudicar os concursados da emissora. Ficou acertado que será feita uma reunião de representantes do sindicato com os responsáveis pelos planos, intermediada pela Secretaria de Cultura e Turismo, para discutir essa questão e ver com a Seplag – Secretaria de Planejamento do Governo os caminhos possíveis.

[8/1/20]

 

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