Folha de Londrina demite 25% de seus jornalistas

O Sindijor Norte PR (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná) repudia a demissão coletiva dos jornalistas da Folha de Londrina nos dias 19, 20 e 21 deste mês de novembro. Dessa forma, a empresa descumpre a Convenção Coletiva do Trabalho negociada e assinada entre os sindicatos da categoria e os sindicatos patronais do Estado.

O acordo considera o desligamento simultâneo de no mínimo cinco empregados como demissão em massa, tornando assim as rescisões irregulares.

A Folha de Londrina rescindiu o contrato de trabalho de doze jornalistas das redações de Londrina e Curitiba, de um quadro de 48 profissionais. Isso equivale a 25% do total de jornalistas da redação.

Vale ressaltar que antes dessa medida, o Sindijor Norte PR tentou por diversas vezes negociar com a empresa, a fim de evitar os desligamentos e tentar formas alternativas de recuperação do jornal. A empresa poderia, ainda, ter tomado a decisão de criar um programa de demissão voluntária, com benefícios compatíveis aos anos dedicados à corporação, mas isso não ocorreu. O que também demonstra total descompromisso com o trabalhador. A redução do quadro de funcionários mal planejada, deve gerar queda da produção, queda nas vantagem competitiva para empresas concorrentes, problemas nas relações interpessoais e redução na qualidade do clima organizacional.

Aos demitidos foi informado o parcelamento das verbas rescisórias e que isso seria fruto de um acordo com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná. Uma mentira, em meio a tantas ditas durante esse processo. O sindicato repele qualquer tentativa de violar os direitos trabalhistas que são assegurados por lei.

O Sindijor Norte PR classifica como indecoroso tal ato de tentar postergar o pagamento das indenizações. A proposta da empresa não pode ser classificada como negociação. O que se viu foi uma tentativa de imposição de regras, sob alegações de terrorismo de que o que não fosse aceito faria com que a empresa fechasse.

Para quem continua na empresa, há a impressão que a qualquer momento poderá ser o próximo a ser demitido. Além de precisar lidar com o aumento da carga de trabalho e com o sentimento de desmotivação, afetando a qualidade do produto. Esses funcionários que permanecem também foram informados de que não há garantias do pagamento dos salários em dia, e o do 13º salário foi postergado para fevereiro, se o faturamento não cair.

Isso ocorre próximo das datas festivas, o que pode gerar uma série de inconveniências.

O sindicato informa que está tomando as medidas legais para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas de todos os funcionários.

(Publicado pela Fenaj.)

 

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[22/11/19]

 

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