Trabalhadores do jornal Estado de Minas farão manifestação na Justiça do Trabalho nesta quinta 10/10

Jornalistas e empregados na administração do jornal Estado de Minas participaram em peso de paralisação de duas horas realizada nesta quarta-feira 9/10 na porta da empresa.

Em assembleia, eles decidiram que amanhã se concentrarão novamente na porta do jornal, às 14h, e seguirão em caminhada até a Justiça do Trabalho, onde farão uma manifestação. Está marcada para o local, às 15h, uma audiência com os sindicatos dos trabalhadores e a direção da empresa.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento dos salários de setembro, que ainda não foi feito. A empresa pagou apenas 20% dos salários dos jornalistas e prometeu pagar o restante na quarta-feira da semana que vem, mas eles não estão dispostos a esperar.

Já os funcionários do setor administrativo não receberam nada. Alguns não receberam nem o salário de agosto. Nem o vale-transporte e não têm como se deslocar para o trabalho.

Conjuntamente, jornalistas e funcionários do administrativo decidiram pela sinalização de greve, que poderá ser decretada nos próximos dias, caso o salário não seja pago.

Os trabalhadores da TV Alterosa também estão sem receber. A direção da emissora prometeu que o pagamento será feito até o dia 15/10, “se a empresa tiver dinheiro”.

O pagamento dos salários do mês de setembro dos trabalhadores do Estado de Minas e da TV Alterosa, empresas do grupo Associados, deveria ter sido feito até sábado, quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Em assembleia realizada na porta do jornal na terça-feira 8/10, jornalistas e empregados da administração decidiram paralisar durante duas horas, hoje, em protesto.

Atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores dos Associados vêm acontecendo há vários meses, em alguns casos de quase 30 dias. Os editores do EM e da TV Alterosa e parte dos trabalhadores da administração receberam no último dia 4 o salário que deveria ter sido pago até o quinto dia útil de setembro.

Além disso, os Associados não pagam o abono de 1/3 de férias e o tíquete alimentação, não fazem o recolhimento do FGTS e o plano de saúde vive sendo suspenso por falta de repasse das contribuições pela empresa.

Vale lembrar que a empresa reduziu arbitrariamente o salário de todos os trabalhadores em 30% em abril de 2016. A medida foi considerada ilegal pela Justiça do Trabalho.

#LutaJornalista

#SindicalizaJornalista

[9/10/19]

 

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