Salários atrasados: sindicatos se reúnem com representantes do Estado de Minas, mas empresa não faz nenhuma proposta

Os jornalistas e empregados na administração do jornal Estado de Minas voltaram a paralisar o trabalho nesta quinta 10/10 e seguiram em caminhada até o Tribunal Regional do Trabalho, onde o Sindicato dos Jornalistas e o Sindicato dos Empregados na Administração de Jornais e Revistas de Minas Gerais e seus advogados, Luciano Marcos e Orlando Alcântara, reuniram-se com representantes da empresa (fotos).

O advogado do Estado de Minas não apresentou nenhuma proposta concreta para solução dos inúmeros passivos trabalhistas que vêm se abatendo sobre os empregados do jornal. Também não apresentou proposta para pagamento dos salários de setembro, que ainda não foram pagos integralmente.

Uma nova reunião está marcada para esta sexta-feira 11/10, às 8h, desta vez na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, para tentar resolver o problema específico do atraso salarial.

O advogado do Estado de Minas se comprometeu a levar aos donos do jornal o apelo feito pelos advogados dos sindicatos para que a empresa apresente uma proposta concreta de pagamento dos salários e de compromisso de cumprimento dos direitos trabalhistas que não estão sendo respeitados.

A proposta é que a empresa cumpra suas obrigações atuais com os trabalhadores, para que sindicatos e jornal possam retomar a discussão do pagamento da dívida decorrente da redução salarial feita em 2016 e que já foi considerada ilegal pela Justiça do Trabalho.

Às 13h, haverá uma nova assembleia dos trabalhadores na porta do jornal. A disposição dos trabalhadores é de fazer greve, caso os salários não sejam pagos.

A empresa está cumprindo os acordos individuais, referentes a dívidas antigas, mas não está pagando os direitos dos trabalhadores que estão empregados.

Os jornalistas receberam apenas 20% dos salários anteontem e mais 10% hoje. Os jornalistas da TV Alterosa e os trabalhadores da administração não receberam nada.

Além disso, a empresa vem atrasando os salários de forma seletiva, pagando alguns trabalhadores e não pagando outros, numa clara forma de retaliação. Dirigentes sindicais da administração, por exemplo, não estão recebendo. Os gráficos receberam o salário integral, porque a empresa sabe que se não pagar, o jornal não é impresso.

O ambiente no jornal está insustentável. O não pagamento do salário de setembro foi a gota d’água. Como disse ao advogado do Estado de Minas uma jornalista presente à reunião de hoje: “A confiança dos trabalhadores na empresa está por um fio. Ninguém trabalha de graça, todos os trabalhadores têm contas para pagar”.

Além de não pagar os salários de setembro, e de terem imposto ilegalmente uma redução salarial de 30%, em 2016, o Estado de Minas e a TV Alterosa não pagam o abono de férias, não recolhem FGTS, não pagam INSS, não pagam as rescisões contratuais dos dispensados, descontam mas não repassam as contribuições ao plano de saúde e a contribuição sindical.

Essa situação se arrasta há anos e cada vez se agrava mais. Os sindicatos se dispõem a negociar, mas a empresa não apresenta proposta nenhuma. Pior ainda: não cumpre os acordos que ela mesma assinou na Justiça do Trabalho. Por isso os trabalhadores perderam a confiança na empresa e estão dispostos a entrar em greve caso os salários de setembro não sejam pagos imediatamente.

#LutaJornalista

#SindicalizaJornalista

Crédito das fotos: Rogério Hilário e Landercy Hemerson.

[10/10/10]

 

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