Fotógrafos terceirizados da ALMG continuam trabalhando em condições precárias

No mesmo dia em que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais inaugurava seu novo espaço destinado ao trabalho dos jornalistas, a Sala de Imprensa Dídimo Paiva, profissionais de comunicação terceirizados que atendem a Casa se reuniram para discutir suas condições de trabalho.

A situação mais grave é dos fotógrafos, que estão sem reajuste salarial há mais de dois anos, ao contrário dos jornalistas e radialistas terceirizados da ALMG que tiveram seus salários reajustados em 2018 acima da inflação e este ano pelo INPC. Além disso os fotógrafos perderam os benefícios do plano de saúde e do auxílio alimentação, excluídos do último contrato pela ALMG.

Segundo cálculos dos fotógrafos, alguns deles há 14 anos no emprego, as perdas já representam 64% do que ganhavam no contrato anterior.

Participaram também da reunião outros trabalhadores e trabalhadoras de comunicação terceirizados que têm contrato de trabalho até o ano que vem, mas estão preocupados com a perda dos direitos que foram tirados dos repórteres fotográficos. Eles reivindicam a participação do Sindicato dos Radialistas e do Sindicato dos Jornalistas na elaboração do edital que vai reger a contratação da futura empresa terceirizada.

A solução das dificílimas condições enfrentadas pelos fotógrafos terceirizados é uma reivindicação do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, assim como foi a Sala de Imprensa, hoje inaugurada.

Em abril deste ano, o SJPMG procurou a mediação do Ministério do Trabalho para tentar resolver a situação dos fotógrafos. A empresa terceirizada que os contrata alegou que quem concede o reajuste é a ALMG.

O SJPMG encaminhou à Mesa Diretora da ALMG um documento solicitando a assinatura de um Acordo Coletivo de Trabalho que resgaurdasse os direitos dos fotógrafos, a exemplo do que vem sendo feito com empresas jornalísticas, uma vez que os jornalistas de jornais e revistas estão sem Convenção Coletiva de Trabalho há dois anos.

No documento, o SJPMG propõe: reposição do INPC de 2018 (1,52%) e 2019 (4,67%); pagamento retroativo das diferenças levando em conta a data-base da categoria que é dia 1º de abril.

Até esta data, no entanto, não teve resposta.

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[31/7/19]

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