Jornais e revistas: patrões se negam a negociar Convenção Coletiva. Sindicato encaminhará negociações com empresas

O Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Belo Horizonte anunciou nesta terça-feira 28/5 que não negociará com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece o reajuste salarial anual e as condições para o exercício da profissão de jornalista nos jornais e revistas da capital.

O anúncio foi feito durante reunião entre representantes dos dois sindicatos, com a participação da assessoria jurídica da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). A alegação do sindicato patronal é que não houve consenso entre as empresas em torno das cláusulas da CCT.

A pauta encaminhada pelo SJPMG previa apenas a aplicação do INPC da data-base da categoria (1º de abril) nas cláusulas econômicas e a manutenção de todas as demais cláusulas da CCT em vigor.

Vale lembrar que a última CCT assinada entre os dois sindicatos tem data de dezembro de 2017, retroativa a 1º de abril daquele ano. Ou seja, em abril deste ano, os jornalistas de jornais e revistas da capital completaram dois anos sem reajuste salarial.

Na prática, a decisão do sindicato patronal – que é presidido pelo Estado de Minas – significa que o SJPMG terá que negociar acordos em separado com cada empresa jornalística, tais como Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo, Diário do Comércio, jornal Metro e jornal Balcão.

O SJPMG encaminhará ofícios aos representantes de todas as empresas para que sejam retomadas as negociações, separadamente, e assinados Acordos Coletivos de Trabalho (ACT).

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[29/5/19]

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