Campanha ‘Trump desbloqueie a Venezuela’ é lançada em Belo Horizonte

O responsável pelos negócios da Embaixada da Venezuela no Brasil, Freddy Meregote (no centro, na foto), lança nesta sexta-feira 31/5, às 18h30, em debate na Faculdade de Direito e Ciências do Estado da UFMG (Avenida João Pinheiro, 100, Centro, Belo Horizonte), a campanha “Trump desbloqueie a Venezuela”, de solidariedade aos venezuelanos contra o bloqueio econômico imposto ao país pelo governo americano. A campanha tem âmbito mundial e o lançamento no Brasil começa em Minas Gerais.

O bloqueio americano começou em 2014 e já atingiu a cifra de R$ 130 bilhões, segundo afirmou Meregote em entrevista na Casa do Jornalista. Inclui dinheiro venezuelano retido em bancos, recursos de organismos mundiais e financiamentos que não são repassados, confisco de ativos de empresas venezuelanas nos EUA, embargo de alimentos e remédios, além de represálias a governos e empresas que comercializam com a Venezuela.

Essa prática, que o representante definiu como desumana, pelas consequências que tem para a população venezuelana, foi iniciada no governo Obama e continua no governo Trump. Ele acontece apesar de afirmação da ONU e de 60 nações de que o destino da Venezuela cabe aos próprios venezuelanos e que o país não deve sofrer intervenção estrangeira.

Segundo Meregote, o comércio com a China e a Rússia, cujos governos dão apoio irrestrito à Venezuela, ajuda a manter a economia venezuelana, mesmo com a produção de petróleo, principal produto nacional, tendo sido reduzida à metade. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do mundo, cerca de 18% do total.

O representante do governo venezuelano citou consequências dramáticas do bloqueio, como falta de vacinas, interrupção de tratamentos de hemodiálise e doenças graves que dependem de medicamentos importados, retidos pelo governo americano. Citou ainda a invasão por hackers do sistema informatizado de produção e distribuição de energia, que gerou um apagão no país.

“Essa é a ajuda humanitária do governo dos Estados Unidos ao povo venezuelano”, ironizou Meregote, pedindo apoio da opinião pública para o fim do bloqueio, por meio de denúncias e conscientização.

Ele afirmou ainda que as forças armadas venezuelanas são a espinha dorsal da revolução bolivariana e estão unidas em torno do governo do presidente Nicolás Maduro. “Os venezuelanos não vão entregar a soberania do país”, avisou.

Meregote justificou a liberdade de que goza o opositor Juan Guaidó, que há um mês tentou um golpe de estado no país, sem sucesso. “A Venezuela é uma democracia, os poderes são independentes. Cabe ao ministério público processar Guaidó”, disse.

[31/5/19]

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