Sindicato alerta vereadores de Lavras que funções de jornalista devem ser exercidas por profissionais diplomados

A Câmara Municipal de Lavras (CML), no Sul de Minas, pode votar hoje projeto de lei complementar de autoria da Mesa Diretora que dispõe sobre a estrutura organizacional e sobre o plano de cargos, carreiras e vencimentos da instituição.

O projeto prevê criação de 43 cargos, sendo 22 efetivos e 21 comissionados, um aumento considerável em relação ao quadro atual de funcionários do legislativo municipal, que, segundo seu presidente, vereador Mestre Grilo, do PHS, tem apenas cinco servidores efeitos. O salário mais alto deverá ser de R$ 11.647,99.

O projeto prevê também uma Seção de Comunicação (Secom), com quatro cargos, mas não exige formação em curso superior de Jornalismo para nenhum deles. Mestre Grilo disse ao Jornalistas de Minas que os cargos não correspondem a atividades de jornalistas e devem ser preenchidos por um profissional de nível superior – de preferência administrador – e três técnicos.

Não é o que sugere o projeto ao qual o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais teve acesso. Por ele a Secom é uma unidade administrativa “responsável pelo planejamento e execução da comunicação organizacional da Câmara Municipal e gerenciamento da TV Câmara”. Cabe a ela “executar: 1) Serviços de publicações impressas; 2) Serviço de TV, rádio e jornal; 3) Serviço de homepage. Atividades típicas de jornalistas, portanto.

Dos quatro cargos previstos para a Seção, um deles é comissionado – assessor de comunicação e tecnologia – e três efetivos – assistente de comunicação (2) e editor de imagens. Funções típicas de jornalistas.

O Sindicato espera que os 17 vereadores considerem estes fatos irrefutáveis ao votar o projeto e incluam a formação superior em Jornalismo como exigência para preenchimento dos cargos mencionados.

O próprio vereador Mestre Grilo reconheceu ao Jornalistas de Minas a importância do trabalho dos jornalistas como “extremamente necessário” para a CML e disse que seria muito bom para o legislativo municipal contar com tais profissionais.

Quem está habilitado a fazer comunicação, publicações impressas, TV, rádio e jornal é jornalista. Valorizar o profissional e exigir que ele tenha formação superior específica em curso de Jornalismo é um exemplo que instituições públcas como a CML devem dar. Assim como exige, no projeto, que o cargo de assessor jurídico seja preenchido por advogado formado em curso de Direito, com habilitação na OAB.

O Sindicato não compreende também a discrepância de salários entre o assessor jurídico (R$ 6.338,65) e o assessor de comunicação (R$ 4.389,21).

 

#LutaJornalista

#SindicalizaJornalista

[25/3/19]

Veja também

SJPMG e Fenaj repudiam agressões a repórter da TV Integração em Prata (MG)

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e a Federação Nacional dos Jornalistas vêm ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *