Novos presidentes da Rádio Inconfidência e da Rede Minas são apresentados aos trabalhadores das emissoras

O secretário de estado da Cultura, Marcelo Matte, e os novos presidentes da Rádio Inconfidência, Ronan Scoralick, e da Rede Minas de Televisão, Kiko Ferreira, apresentaram-se, em reunião realizada nesta terça-feira 19/3, aos trabalhadores das duas emissoras públicas mineiras (foto).

Ferreira e Scoralick foram nomeados no dia 15/3, após mobilização dos trabalhadores e seus sindicatos que denunciou o drástico corte de verbas de custeio para as emissoras, pelo governo Zema. Em decorrência do corte, o vale alimentação dos funcionários da Inconfidência, previsto em Convenção Coletiva de Trabalho com validade até 2020, não foi pago.

No encontro, o secretário disse que o corte de verbas foi um erro, que já foi corrigido. Ele prometeu uma gestão “não vertical”, de diálogo com os trabalhadores. Afirmou que a Empresa Mineira de Comunicação (EMC), criada no governo passado para unir as duas emissoras, será implementada, e que já estão sendo feitos ajustes para isso.

Segundo Matte, as emissoras deverão ser autossuficientes, mas disse que isso não acontecerá de uma hora para outra e obedecerá a um planejamento. Afirmou que haverá integração entre os funcionários da EMC, com independência operacional, em torno da atividade fim. E anunciou a liberação de recursos do fundo estadual de audiovisual para produção de conteúdos por produtoras.

O Sindicato dos Jornalistas participou do encontro representado por duas diretoras, Lina Rocha e Brenda Marques. Lina se apresentou como diretora do Sindicato e representante dos trabalhadores da Rádio Inconfidência, e manifestou disposição para o diálogo.

“Precisamos de uma valorização dos profissionais da Inconfidência”, disse Lina. “Precisamos construir uma canal de comunicação para que essa valorização aconteça durante a nova gestão.”

Ela ressaltou uma conquista importante dos trabalhadores da Rádio Inconfidência ao longo dos anos: “Somos um grupo pequeno, em torno de cem pessoas, que têm uma unidade e trabalham juntas”, disse Lina.

Brenda falou da necessidade de realização de um seminário sobre comunicação pública, com participação de trabalhadores, professores, alunos e sociedade. Ressaltou também que a implantação de um plano de carreira é fundamental para o funcionamento da EMC.

“A integração é boa, mas é preciso valorizar os trabalhadores, para que não seja só mais acúmulo de trabalho”, observou.

Da mesma forma, a produção de conteúdos não pode depender apenas de editais da lei de audiovisual. “É preciso ter um equilíbrio, com faixas de programação para produtoras, de forma a não sucatear a produção própria das emissoras”, explicou.

É fundamental que os novos gestores da Rádio Inconfidência e da Rede Minas compreendam as características da comunicação pública, que não pode ser regida por critérios comerciais.

“A comunicação pública é um investimento que retorna para o governo. Há muitos locais onde a informação pública só chega pelas emissoras públicas”, lembrou Brenda.

(Crédito da foto: Brenda Marques.)

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[19/3/19]

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2 comentários

  1. Jose sávio Teodoro de oiveira

    Vamos aguardar se haverá independência ou se será apenas uma caixa de ressonância sucursal da TV cultura de S Paulo!

  2. Pura maracutaia! Acabaram de demitir Mucio Bolivar do programa Trem Caipira! Querem acabar com nossa cultura! Esse foi o primeiro e importante corte da radio. O que mais vem por ai?

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