Sindicato repudia ataques a jornalistas por apoiadores do candidato Bolsonaro

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais se solidariza com a repórter mineira Marina Dias, que foi atacada e exposta por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) na internet e nas redes sociais. Solidarizamo-nos também com a jornalista de mesmo nome, repórter da Folha de S. Paulo, que vem sofrendo os mesmos ataques após publicação da matéria “Ex-mulher afirmou ter sofrido ameaça de morte de Bolsonaro, diz Itamaraty”, na tarde do dia 25 de setembro.

Nossa companheira Marina Dias foi confundida com a repórter paulista e teve seus dados expostos na internet. Ela teve o número de celular, e-mail privado e telefone da residência compartilhados por centenas de perfis, alguns dos quais incitavam que a jornalista fosse execrada. Marina Dias teve também uma foto divulgada pelos mesmos perfis que pregavam o ódio contra a jornalista.
A divulgação equivocada foi ampliada pelo humorista Danilo Gentili, que em seu perfil do Twitter compartilhou uma imagem com a chamada da matéria da Folha e a recomendação “sempre pesquise o nome da jornalista”. Gentili apagou a mensagem horas depois, mas centenas de republicações ainda circulam na rede social. Já a jornalista que trabalha para a Folha continua sendo alvo de ataques.

Recentemente, outra jornalista foi alvo de um ataque hacker depois de ter publicado matéria sobre um grupo de Whatsapp que reúne mulheres que apoiam o Bolsonaro.

O Sindicato é contra qualquer tipo de tentativa de censura ou intimidação direcionada contra os trabalhadores da notícia. Sabemos que os ataques aqui relatados são resultado de um grupo de militantes de extrema-direita que se destaca não só pela falta de compromisso com a verdade, mas também por sua capacidade de distorcer a realidade até que ela tome a forma que desejam. Não podemos esperar comportamento diferente de quem defende e apoia a ditadura militar, a tortura e o ódio. Contra eles nos erguemos.

Nossa solidariedade e respeito às companheiras que foram vítimas de tal violência.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

26/9/18

 

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