Professores de Montes Claros fazem assembleia contra terceirização em escolas de Ruy Muniz

Professores da rede particular de ensino de Montes Claros realizam nesta quarta-feira 13/9 uma assembleia para discutir a terceirização nas escolas da Rede Soebras, pertencente ao empresário Ruy Muniz, dono também do jornal Hoje em Dia. A Soebras estaria antecipando a terceirização antes mesmo da reforma trabalhista entrar em vigor.

A assembleia interessa diretamente aos jornalistas mineiros, uma vez que Ruy Muniz vem repetindo no jornal as mesmas práticas implantadas nas inúmeras escolas das quais é proprietário.

Segundo a diretora do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas) em Montes Claros, Nalbar Alves, além de afrontar a CLT, a Soebras infringiu a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos professores que está em vigor até fevereiro do ano que vem.

“A Soebras tem um histórico de descumprimento da legislação trabalhista no Norte de Minas”, denuncia a diretora do Sinpro. “Desde que ela existe é assim. E agora está antecipando a terceirização. Por isso vamos fazer assembleia e decidir que atitude tomar diante disso”, explicou, lembrando que a deputada Raquel Muniz – esposa de Ruy Muniz e também sócia da Soebras – votou a favor da reforma trabalhista no Congresso.

Nalbar informou que o Sinpro Minas tem inúmeras ações na justiça contra a Soebras. Entre as irregularidades cometidas pela empresa está o não pagamento de rescisões – exatamente como Ruy Muniz fez com os jornalistas dispensados pelo Hoje em Dia em fevereiro de 2016.

Segundo Nalbar, a Soebras também não dialoga com o sindicato. “Eles se consideram acima da lei”, define a professora.

A empresa estaria também praticando a pejotização. Denúncias feitas ao Sinpro Minas informam que a direção da Funorte – faculdades da rede Soebras – vem pressionando docentes do curso de Medicina para abrirem firmas, com o objetivo de recontratá-los no próximo semestre letivo como pessoas jurídicas. A pejotização precariza as condições de trabalho e fragiliza os trabalhadores.

Outra denúncia é que a carga horária e os salários dos diversos professores foram reduzidos, com evidente prejuízo para a qualidade do ensino.

A assembleia acontecerá no prédio da antiga Câmara Municipal (Rua Dr. João Luís de Almeida, 40, Centro), a partir das 17h30.

[12/9/17]

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