Redução salarial ilegal no Estado de Minas e na TV Alterosa completa um ano

Está fazendo um ano que os Diários Associados em Minas impuseram aos seus empregados uma drástica e ilegal redução salarial. A proposta feita pelo Estado de Minas e pela TV Alterosa foi rejeitada praticamente por unanimidade em plebiscito feito pelos sindicatos dos trabalhadores e em assembleia realizada no dia 12 de abril de 2016. A empresa, no entanto, não respeitou a posição dos seus empregados e impôs a redução salarial na marra. Não faltaram ameaças e assédio. Os trabalhadores foram coagidos a assinar um “termo aditivo ao contrato de trabalho” pelo qual a jornada foi reduzida e os salários cortados em 30%. A nova jornada e o salário reduzido entraram em vigor imediatamente.

A desculpa da empresa para a redução salarial foi a manutenção dos empregos, mentira deslavado, uma vez que só no final de 2016 mais de 100 empregados foram dispensados, sem contar outras demissões ocorridas ao longo do ano, tanto na TV Alterosa quanto no Estado de Minas.

Neste ano que passou desde a redução salarial, a empresa perdeu o pouco de credibilidade que ainda possuía. O plano de saúde dos empregados vive suspenso por falta de pagamento. A empresa também não recolhe o FGTS nem paga o abono de férias. O vale-transporte foi definitivamente cortado e os empregados da administração não recebem mais o tíquete alimentação.

Todos esses benefícios são direitos adquiridos ou previstos na Convenção Coletiva de Trabalho, que a empresa não cumpre. Todos eles são também motivo de ações na Justiça do Trabalho. Assim como a redução salarial, contestada pelos Sindicatos dos Jornalistas e dos Empregados na Administração. Na próxima segunda-feira 17/4 haverá uma audiência no Ministério Público do Trabalho sobre o assunto. A audiência de julgamento da ação movida pelos sindicatos está marcada para o dia 26 de julho.

[12/4/17]

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