Dia de luta para defender o jornalismo

Poderíamos listar aqui belas sentenças que discorrem sobre a imensidão da nossa profissão, conclamar a todos a estufarem o peito orgulhosos e olharem para o colega na mesa ao lado na redação e, com um sorriso, bradarem: “Parabéns pelo seu dia”. Mas não. Neste 7 de abril (quando é comemorado o Dia do Jornalista) o momento é de lutar para que os patrões – que agem descaradamente em conluio com o governo ilegítimo – não aniquilem a nossa profissão.

Orgulho de ser jornalista, de lutar por uma sociedade melhor e mais justa, de fiscalizar os poderes e, enfim, de insistirmos na utopia que nos move, não nos falta. É por isso que acordamos todos os dias e, infelizmente, até nos sujeitamos às condições cada vez mais precárias de trabalho. Diante disso, temos um chamado para todos nessa data tão simbólica. Não vamos deixar os patrões matarem o jornalismo. Muitos donos de empresas de comunicação odeiam a nossa profissão e querem, descaradamente, apenas o poder que dela emana e, por isso, tratam seus empregados como peças descartáveis. Chega a parecer que são inimigos, afinal, há uma diferença latente entre as visões de mundo.

O pior nesse cenário é ver a aliança cada vez mais explícita entre os podres poderes dos patrões de jornais, revistas, rádios e televisões e o governo atual, que se empenha com crueldade em acabar com todos os direitos conquistados pelos trabalhadores. O quadro atual é, provavelmente, o pior para a nossa profissão. Estão na lista de maldades do patronato o achatamento dos salários, demissões em massa e acúmulo de funções. Soma-se a isso um quadro de disseminação de notícias falsas (a pós-verdade), que evidencia a necessidade dos jornalistas serem diplomados e capazes de produzir informações com qualidade e ética.

Conclamamos a todos que lutem contra esses ataques, mas que nunca esmoreçam diante das adversidades. A nossa causa é fundamental. Hoje, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais pede que os trabalhadores da noticia vistam preto e marquem posição contra a ofensiva dos patrões e do governo. A nossa comemoração é na porta das redações, ao lado do trabalhador, para unidos enfrentarmos essa ofensiva orquestrada de patrões e governo.

[6/4/17]

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