Rio das Velhas é tema de debate na Casa do Jornalista nesta quarta 22/3

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o Sindicato dos Jornalistas, o Sindágua e a CUT MG realizam nesta quarta-feira 22/3, a partir das 19h, na Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro), o debate “O nosso Rio das Velhas”. O objetivo é chamar atenção da população e das autoridades para a necessidade de recuperar a bacia do Rio das Velhas e garantir o abastecimento de água de Belo Horizonte.

O encontro contará com as participações dos seguintes debatedores: Nelson Guimarães, superintendente de Meio Ambiente da Copasa; Teca, do Projeto Manuelzão e do Movimento pelas Serras e Águas de Minas; Rodrigo Lemos, doutorando de Geografia da UFMG; José Maria dos Santos, presidente do Sindágua MG e diretor de Meio Ambinte da CUT MG, e Kerison Lopes, presidente do Sindicato dos Jornalistas.

“Se o Rio das Velhas entrar em colapso, o abastecimento da capital ficará comprometido”, ressalta o assessor do Sindágua Wagner Xavier. “Belo Horizonte só não entrou em crise porque foi feita uma transposição do Rio Paraopeba”, acrescenta.

Ele informa que a Copasa estuda a construção de uma represa no Rio das Velhas, mas esta solução seria um paliativo. Os baixos níveis das represas existentes, Serra Azul e Várzea das Flores, mostram que esta não é a solução, segundo o assessor.

“Precisamos de uma proposta que recupere toda a bacia do rio, que a água da chuva abasteça o lençol freático e alimente as nascentes. O homem já destruiu bastante, agora é necessária uma ação urgente do homem para recuperar o rio”, explica.

Wagner lembra que uma das razões de escolha de Belo Horizonte para ser a nova capital de Minas, no final do século XIX foi justamente a existência do Rio das Velhas, capaz de abastecer uma grande cidade. “A população que joga esgoto no rio não sabe de onde vem a água que ela consome”, assinala Wagner Xavier. O debate pretende esclarecer a situação do rio, conscientizar e avançar em propostas duradouras para o abastecimento de água da capital.

“A crise mundial da água mostra a urgência de se debater este tema”, enfatiza o presidente Kerison Lopes. “A água é uma riqueza que os brasileiros e os mineiros em especial precisam aprender a valorizar e defender. Por isso o Sindicato dos Jornalistas se uniu ao Sindágua e à CUT MG para realizar este debate.”

[21/3/17]

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Um comentário

  1. marcio de freitas guimaraes

    É preciso urgentemente levar essa discussão para todas as salas de aulas da região metropolitana de belo horizonte (do ensino básico às faculdades), pois somos os principais usufrutuários e o mesmo tempo os principais degradadores desse rio. Essa é uma questão estratégica para o desenvolvimento e sobrevivência de toda a região, não dá mais para fazer de conta que o problema de falta d’água é meramente uma questão de desperdício ou falha operacional da Copasa. Lembrando que os propalados investimentos públicos com ETE’s pararam pelo meio do caminho ou caminham a passos de tartarugas, salvo melhor juízo juízo nenhuma das ETE’s inauguradas cumpriram integralmente o cronograma completo de suas instalações, ou seja pararam no estágio secundário do tratamento das águas, quando é sabido que o terceiro estágio dessa ETE’s é o que habilita a qualidade classe “A” dessas águas. O custo benefício é absurdamente vantajoso para a sociedade, portanto, é urgente colocarmos essa questão como plataforma de todos as instâncias de governo (municipal, estadual e federal).

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