Jornais e revistas: empresas recusam proposta dos jornalistas

Em reunião de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) nesta quinta-feira 10/11, os representantes dos patrões de jornais e revistas capitais recusaram a proposta dos jornalistas apresentada na reunião anterior (26/10). Eles reafirmaram sua proposta de reajustes de 6,5% nos salários e 6% nas demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) condicionados à inclusão das cláusulas de intervalo intrajornada e acúmulo de funções.

A inclusão da cláusula de intrajornada foi aprovada em assembleia pelos jornalistas no dia 24/10, mas a mudança na cláusula de acúmulo de funções foi recusada. A assembleia propôs reajuste de 8,5% no piso e 7,5% nos demais salários. Propôs também a ampliação do prazo de garantia de emprego em mais 30 dias, passando a 120, a partir da assinatura da CCT, prazo que já está valendo para os jornalistas da Sempre Editora, que assinou acordo em separado.

Uma nova mediação foi marcada para o dia 22/11. Antes disso, no dia 17/11, jornalistas e patrões farão uma nova reunião direta, na sede do jornal Hoje em Dia.

Também participaram da reunião na SRTE os sindicatos dos gráficos e dos empregados na administração de jornais e revistas. A mediadora apresentou proposta em separado aos patrões para acordo com estes sindicatos, que não têm a cláusula de acúmulo de funções. A proposta é de reajuste de 7% nos salários e demais cláusulas, retroativo às datas-bases; ampliação da garantia de emprego em 30 dias compromisso de discussão das perdas nas próximas datas-bases.

[11/11/16]

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