Vigilância Sanitária faz inspeção no jornal O Tempo

Depois de paralisarem suas atividades durante quase toda a tarde desta segunda-feira 19/9, assustados com a infestação de piolhos de pombo que atingiu a redação 2, jornalistas do O Tempo voltaram ao trabalho por volta das 17h depois que um técnico da Vigilância Sanitária, acionada pelo Sindicato dos Jornalistas, foi ao local fazer uma vistoria.

A redação 2 – onde trabalham as editorias de Internet, Esportes, Cidades e Super Notícia – continua isolada. Os equipamentos foram transportados para a sala do marketing, onde a redação passou a funcionar provisoriamente até a solução do problema. A redação 1 foi liberada para uso normal.

A explicação da empresa para a infestação de piolhos, que começou no sábado 17/9, é que um telamento que isolava os pombos da redação se rompeu. Dezenas de pombos vivem no telhado do galpão ocupado pelo jornal. Foram encontrados três focos de piolhos. A empresa informou que o conserto vai ser providenciado.

O Sindicato expressou sua preocupação, uma vez que pombos são responsáveis pela transmissão de várias doenças. Diversos jornalistas contaram terem sofrido crises de doenças respiratórias como asma e sinusite nas últimas semanas. A diretoria do Sindicato está atenta e pede aos jornalistas que a procurem imediatamente caso aconteça alguma novidade.

Segundo apurou o Sindicato, a empresa já tinha conhecimento do problema desde a segunda-feira passada, quando apareceram os primeiros relatos de piolhos de pomba na redação. Uma dedetização tinha sido marcada para esta segunda-feira. No entanto, no sábado, os piolhos desceram, atacando os jornalistas que trabalhavam na redação 2. Três profissionais tiveram que se afastar do trabalho, dois com reações alérgicas e um precisou tomar oxigênio. Não havia ninguém da direção da empresa nem da Segurança no Trabalho e os jornalistas tiveram de resolver o problema por conta própria.

Com o fato, a dedetização foi antecipada para domingo. O trabalho na redação 1 continuou normal. Aparentemente, a redação 1 não foi afetada, mas como as duas redações são interligadas, os jornalistas que chegaram para trabalhar hoje à tarde ficaram preocupados. A falta de informações e de um comunicado oficial da empresa deixou todos muito assustados. A faxineira trabalhava normalmente, mas dois funcionários da tecnologia encarregados de transportar computadores para a sala do telemarketing só entraram na redação depois de vestirem macacões, luvas e máscaras anticontaminação. A funcionária da Segurança no Trabalho dizia não ter informações.

Só quando os jornalistas decidiram interromper o trabalho e desceram para o pátio do jornal, no começo da tarde, é que a direção da empresa apareceu. Os esclarecimentos, no entanto, não convenceram. A pedido do Sindicato, a Prefeitura de Contagem enviou um técnico da Vigilância Sanitária ao local. A presidente em exercício do Sindicato, Alessandra Mello, e o advogado Luciano Silva foram ao jornal e conversaram com a Segurança do Trabalho e a direção da Redação.

A direção afirmou que não há risco de contaminação por fezes dos pombos via sistema de ar condicionado e que o conserto do telamento vai ser feito com urgência. A redação infestada vai ser isolada para uma nova dedetização que será feita hoje a noite. O Tempo apresentou ao Sindicato uma documento da empresa Foco Dedetizadora que registra a realização de desinsetização e que a redação 1 está livre para uso. A redação 2 permanecerá isolada durante 24 horas após uma nova dedetização, que será feita na noite de hoje.

O Sindicato solicitou uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego para tratar do assunto.

Na foto abaixo, assembleia dos jornalistas de O Tempo, Super e portal. Na foto acima, funcionários encarregados de transportar equipamentos.

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19/9/16

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