Jornalistas do Hoje em Dia também se mobilizam contra cortes de salários e direitos

Jornalistas do jornal e do portal Hoje em Dia decidiram em assembleia realizada nesta sexta-feira 16/9 aderir à mobilização contra a tentativa dos proprietários de jornais e revistas de cortar salários e direitos adquiridos há décadas pela categoria. A mobilização já tinha a adesão dos jornalistas dos jornais O Tempo, Super, Pampulha, portal O Tempo, jornais Estado de Minas e Aqui e portal Uai, que fizeram assembleias na quarta e na quinta desta semana. Na semana que vem serão realizadas assembleias ainda no Diário do Comércio e demais redações, inclusive de rádio e televisão. Os horários serão divulgados na segunda 19.

No próximo dia 22, os jornalistas vestirão preto e farão novas assembleias em todas as redações. O objetivo é demonstrar a rejeição e a indignação dos jornalistas e todos os trabalhadores de empresas jornalísticas à pauta apresentada pelos patrões, fato sem precedentes na história das negociações salariais dos trabalhadores. A proposta patronal representa uma redução de 23% nos salários, segundo cálculo inicial do Sindicato. A mobilização inclui também trabalhadores na administração de jornais, revistas, gráficos e radialistas.

Rádio e TV

A inclusão dos jornalistas e demais trabalhadores de rádio e televisão na mobilização se deve ao fato de que no dia 23/9, sexta-feira, haverá duas reuniões de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), uma com o sindicato das empresas de jornais e revistas e outra com as empresas de rádio e televisão. No caso destas, o objetivo é retomar a negociação do reajuste salarial. A reunião foi pedida pelos trabalhadores, diante da interrupção das negociações pelos patrões. As empresas foram chamadas porque o cadastro do sindicato patronal na SRTE está desatualizado.

A última reunião com o sindicato das empresas de rádio e TV aconteceu no dia 2 de agosto. O Sindicato apresentou proposta de reajuste de 9,91% a partir de 1º de agosto, incidindo sobre a folha de setembro, aplicação do mesmo índice às demais cláusulas econômicas e abono de R$ 2.500 em parcela única. Esta proposta foi feita depois que a categoria rejeitou, em assembleias realizadas nas redações, a proposta patronal de reajuste salarial de 5%, reajuste nos benefícios de 7% e abono salarial de R$ 2.100 em duas parcelas, a primeira de R$ 1.000 e a segunda de R$ 1.100. Os patrões ficaram de estudar a proposta mas se esquivaram de marcar nova reunião.

Para o dia 26/9, segunda-feira, depois das reuniões com os patrões na SRTE, estão marcadas assembleias gerais da categoria no Sindicato, para discutir o que fazer.

Clique aqui para conhecer a proposta dos patrões de jornais e revistas.

16/9/16

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