Ivan Drummond ganha Prêmio Petrobras de Jornalismo com série sobre Hilda Furacão

O repórter Ivan Drummond ganhou o Prêmio Petrobras de Jornalismo, na categoria Reportagens Culturais Jornal e Revista, com a reportagem “A verdadeira Hilda Furacão vive num asilo na Argentina”. A série, publicada entre 27 e 31 de julho de 2014 no jornal Estado de Minas, mostra a inspiradora da obra homônima do escritor Roberto Drummond, localizada pelo repórter em Buenos Aires.

Ivan recebeu o prêmio nesta terça 24/5, em solenidade no Rio de Janeiro e ficou surpreso com a premiação numa categoria nacional. “Assustei, achei que era na categoria regional”, contou o jornalista, que tem vários prêmios regionais, mas até então tinha só uma menção honrosa em categoria nacional, num prêmio do Tribunal de Contas da União, em 1984.

Desde a publicação do livro, e ainda mais com sua transformação em minissérie, na Rede Globo, Hilda Furacão era uma incógnita e provocava indagações. Ela existiu realmente ou era só criação do escritor mineiro? O repórter, que seguia os passos de Hilda desde 2003, encontrou-a num asilo em Buenos Aires, solitária, aos 83 anos, passando os dias numa cadeira de rodas e mantida pelo governo portenho. Conversou com ela e constatou que nos momentos de lucidez lembrava-se de Belo Horizonte, da Praça Sete, do Cine Brasil e de outros lugares da capital. Quando falava do falecido marido Paulo Valentim, jogador de futebol do Atlético, Botafogo e Boca Juniors, tinha as melhores recordações.

A história desse encontro, em detalhes, foi narrado na série publicada pelo jornal, que contou também a verdadeira vida de Hilda, acompanhando a carreira do jogador famoso, viajando mundo afora, nas décadas de 1950 e 1960. Paulinho, que morreu há 30 anos, foi ídolo do Boca Juniors e o casal frequentou festas promovidas pelo ex-presidente argentino Juan Domingo Perón. Quando foi localizada, Hilda sofria do mal de Alzheimer.

Jornalista desde 1979, Ivan Drummond ganhou antes o Prêmio Esso, duas vezes, na categoria regional, em 1985 e 1987, juntamente com a equipe da Editoria de Polícia do Estado de Minas, o Prêmio de Jornalismo Promotor de Justiça Chico Lins e o Prêmio Délio Rocha de Jornalismo de Interesse Público, concedido pelo Sindicato.

O Prêmio Petrobras 2015 teve 1.255 reportagens inscritas, de todas as regiões do país, em 34 categorias. O Grande Prêmio Petrobras contemplou o jornalista gaúcho Carlos Rollsing, do jornal Zero Hora, pela reportagem “Inferno na Terra Prometida”, produzida em parceria com Mateus Bruxel e que relatou a realidade vivida pelos imigrantes haitianos e no Brasil.

(Foto: arquivo de Ivan Drummond, reproduzida do Estado de Minas.)

 

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