Falecimento: Maria Ignês de Castro Álvares

O Sindicato dos Jornalistas lamenta o falecimento de sua ex-funcionária Maria Ignês de Castro Álvares, ocorrido na Sexta-Feira da Paixão, 25/3, vítima de câncer no pulmão, depois de permanecer internada cerca de dez dias. Muito querida pelos amigos, ela deixa três irmãos e saudade nos ex-colegas e jornalistas.

Nascida em Belo Horizonte, em 18 de junho de 1946, Maria Ignês morava no condomínio Recanto do Poeta, em Lagoa Santa, desde sua aposentadoria, em 2006. Formada em sociologia pela Fafich UFMG, ela participou do movimento estudantil da década de 1960.

Como secretária da diretoria do Sindicato, foi responsável pela agenda dos diretores, organização dos processos eleitorais, convênios e outros documentos, destacando-se pela organização e pela qualidade do seu texto. Um dos seus maiores amigos entre os jornalistas foi Délio Rocha, também falecido, e que dá nome ao prêmio concedido anualmente pelo Sindicato.

“Não tive a honra de conhecê-la, mas ex-presidentes, colegas e jornalistas relatam a sua importância para o Sindicato, atenciosa com todos, tratando a Casa do Jornalista como sua própria casa”, disse o presidente Kerison Lopes. “Pessoas como ela fazem parte desses setenta anos de história do Sindicato, história que não é feita só por jornalistas e diretores, mas também pelos funcionários.”

Missas de sétimo dia foram celebradas a pedido de sua família e amigos em Belo Horizonte, na Igreja Santa Helena, e em Brasília, na igrejinha de Nossa Senhora de Fátima.

A ex-presidente Dinorah Carmo, em cuja gestão Maria Ignês foi contratada pelo Sindicato, escreveu sobre a amiga o seguinte texto.

“Na Gestão Dinorah Carmo (1999/2002) convidei minha competente amiga de muitos anos (desde 1967), a socióloga Maria Ignês de Castro Alvares, graduada pela UFMG, para trabalhar com minha Diretoria no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG, em final do ano 2000. Ela, que faleceu há uma semana, no dia 25 de março, trabalhou como secretária da Presidência e na gerência do Sindicato, exercendo com eficiência e dedicação suas atividades. Continuou trabalhando nas gestões do meu sucessor Aloísio Lopes, sempre se revelando uma funcionária exemplar. Em nossa instituição ela se aposentou em 2006 e deixou grandes amizades junto a muitos jornalistas.

Inteligente, culta, politizada e muito viajada, Maria Ignês teve ótimos empregos como secretária executiva e viveu por mais de cinco anos em Paris, cidade com a qual muito se identificava. Ecológica, adepta da criação de bichos (gostava muito de gatos), amante da natureza, ela sempre se empenhava na defesa das causas ambientais.

Mesmo a Neza (seu apelido para os mais íntimos) não acreditando em outra vida, pois preferia crer na força do “Cosmos”, eu peço a Deus que lhe dê a paz eterna e que seja iluminada na eternidade, sob Sua proteção.

Com meu abraço solidário a toda a sua família, especialmente ao seu irmão e meu grande amigo, o camarada Geraldo de Castro Álvares.

Dinorah Carmo.”

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