Sindicato repudia censura prévia em Patos de Minas

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais repudia a decisão da justiça de Patos de Minas de retirar preventivamente do ar um programa que tratava de casos de estupros na cidade. A liberdade de expressão é um direito assegurado pela Constituição Brasileira e um dos pilares de uma sociedade democrática. Os tempos de censura prévia aos meios de comunicação já ficaram, felizmente, para trás.

O Programa Espaço Feminino da NTV (Fundação Cultural e Educativa Alto Paranaíba) – que trataria de um tema que preocupa toda a população brasileira, especialmente as mulheres, o estupro – foi retirado do ar por decisão judicial e censurado previamente. A medida foi pedida por um acusado de cometer crimes de estupro e que está preso preventivamente, depois de ter sido reconhecido por diversas vítimas e testemunhas.

O programa levaria ao ar depoimentos de uma das vítimas e debates com representantes do Ministério Público e da Polícia Civil, que atuam no caso. A apresentadora e jornalista Ludmila Bahia garante que em nenhum momento o programa expunha de maneira abusiva ou ilegal a imagem do acusado. A intenção, segundo ela, era discutir esse tipo de violência que está assustando Patos de Minas e região, seguindo as regras do bom jornalismo, que sempre pautaram sua atuação.

A censura foi uma das armas da ditadura para calar críticos e opositores e impedir a veiculação, principalmente nos meios de comunicação, de qualquer mensagem que fosse contrária aos interesses do regime que tanto mal fez ao país. Mais de três décadas depois do fim desse período nefasto, a censura ainda vigora no Brasil. Agora sob o comando de quem deveria lutar pela liberdade de expressão.

A decisão, que já foi questionada pela própria emissora, será alvo de uma representação do Sindicato no Conselho Nacional de Justiça.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

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Um comentário

  1. Tem sido a tônica do atual governo e seu Departamento de Justiça proteger os criminosos e amordaçar quem os denuncia. De onde partiu a liminar? A nota diz que a retirada do programa do ar foi feita a pedido de um acusado que se encontra preso, após ter sido reconhecido por algumas vítimas – um protegido da justiça?

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