Diários Associados: sindicatos denunciam chantagem e convocam assembleia

O grupo Diários Associados pressiona os sindicatos para que eles retirem as ações que cobram o pagamento do décimo terceiro salário, com multa, juros e correção monetária pelo atraso. Segundo relatos dos funcionários, gestores alegam que se as ações não forem retiradas, o pagamento do que falta só vai ser feito depois de decisão judicial e que isso pode levar anos. O nome disso é chantagem.

Depois de sete reuniões no Ministério do Trabalho apenas para discutir o não pagamento do décimo terceiro, os sindicatos não aceitaram a proposta feita pelo grupo de quitar o benefício até o fim de março e exigiram que o pagamento ocorresse ainda em fevereiro. Desde então, o grupo, por meio de seus gestores, espalha que, se as ações na justiça não forem retiradas, o benefício natalino não vai ser pago até o fim de março.

As ações são uma maneira de resguardar os direitos dos trabalhadores e evitar que práticas como essa se tornem corriqueiras em uma empresa que vem atrasando, além do décimo terceiro, salários, vale-transporte, vale-refeição, FGTS e INSS.

Também não é verdadeira a informação que vem sendo divulgada nos corredores de que os sindicatos recusaram a troca do plano de saúde em vigor pelo da Unimed. Mais uma mentira deslavada. A empresa nunca apresentou para os sindicatos uma alternativa ao plano que está para vencer, deixando os trabalhadores apreensivos, principalmente aqueles que têm cirurgias marcadas ou filho prestes a nascer. A única proposta que a empresa apresentou foi de prorrogação até o dia 20 de fevereiro.

A empresa tem espalhado ainda que os sindicatos ficaram de apresentar um plano e até hoje não fizeram. Não é papel do sindicato definir plano de saúde, que é obrigação da empresa. E mesmo se fosse, como os sindicatos vão cotar planos de saúde no mercado sem saber quantos funcionários e dependentes o grupo tem e a idade de cada um? Todo mundo sabe que o plano de saúde varia de acordo com a faixa etária.

O grupo também pressiona os sindicatos para que eles apresentem propostas de redução salarial e demissão. Não é papel do sindicato propor demissões e corte nos salários. É papel do sindicato defender a manutenção dos postos de trabalho e uma remuneração decente e justa para o trabalhador. Os sindicatos compareceram a várias reuniões no Ministério do Trabalho nas quais a empresa apresentaria uma proposta a ser discutida, coisa que nunca fez.

Não vamos ceder a pressões e chantagens. Quem está fora de lei é o grupo. Os sindicatos que representam os trabalhadores dos Associados nunca foram tão fortes e atuantes como agora. E nunca se recusaram a debater com a empresa quaisquer questões que sejam, haja vista as dezenas de mediações que foram feitas. Continuamos à disposição para diálogo honesto e franco, mas não vamos abrir mão de lutar pelos direitos dos trabalhadores.

ASSEMBLEIA

Para esclarecer todos esses pontos e outras dúvidas trabalhistas e definir a continuidade do movimento que deu origem às paralisações e greves, os sindicatos dos Jornalistas, dos Radialistas, da Administração e dos Gráficos convocam uma assembleia conjunta para o dia 16/2, terça-feira, às 20h, em primeira convocação, e 20h30, em segunda convocação, na Casa do Jornalista (Avenida Álvares Cabral, 400, Centro). Ao longo de todo o dia, diretores dos sindicatos e advogados vão estar presentes na Casa, a partir das 10h, para prestar esclarecimentos e conversar com os trabalhadores que por algum motivo não puderem comparecer à assembleia.

 

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