Trabalhadores do Estado de Minas e da TV Alterosa mantêm mobilização

Os jornalistas e demais trabalhadores do jornal Estado de Minas e da TV Alterosa fizeram assembleias nesta segunda-feira 4/1/15 e decidiram manter sua mobilização pelo pagamento do 13º salário e demais direitos que estão em atraso. Durante todos os dias da semana serão feitas novas mobilizações e panfletagens em ruas, avenidas e praças de Belo Horizonte, culminando com assembleias na próxima segunda 11/1, que podem decidir pela greve. O movimento pode também ganhar caráter nacional, com adesão dos trabalhadores dos Diários Associados no Rio e em Brasília.

Os Diários Associados, empresa proprietária do Estado de Minas e da TV Alterosa, só pagaram 25% do 13º salário dos seus empregados. Além disso, acumulam um passivo trabalhista que inclui não pagamento de férias, vales alimentação e transporte, não recolhimento de Previdência e FGTS, além de mudanças no plano de saúde. As próximas mobilizações acontecerão no Estado de Minas, terça e quinta (5 e 7/1), e na TV Alterosa, quarta e sexta (6 e 8/1), sempre no horário de almoço. Os trabalhadores entregarão à população boletim informando sobre o movimento e pedindo solidariedade.

Na próxima segunda-feira 11/1, às 8h, será realizada nova reunião de mediação entre os sindicatos dos trabalhadores e a empresa, na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho (SRTE). A empresa deverá informar quanto do 13º salário foi pago a cada trabalhador. Jornalistas, radialistas, empregados na administração e gráficos estão determinados a paralisar o trabalho nesse dia.

A mobilização dos trabalhadores dos Diários Associados em Minas contagiou seus colegas do Rio e de Brasília, que também estão se mobilizando. No Rio, o pagamento do 13º está atrasado na Rádio Tupi e no Jornal do Commércio, veículos do mesmo grupo. Em Brasília, os trabalhadores do Correio Braziliense não receberam a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O Sindicato mineiro está em contato com os sindicatos do Rio e de Brasília para realização de uma paralisação nacional no dia 11.

Histórico

A mobilização dos trabalhadores dos Diários Associados em Minas começou no dia 21 de dezembro, depois do fracasso de 39 reuniões de negociação com a empresa realizadas no Ministério do Trabalho. Eles pararam o trabalho, fizeram assembleias nas portas dos dois veículos e decidiram lutar por seus direitos. Portando faixas, eles também pararam o trânsito nas avenidas Getúlio Vargas e Assis Chateubriand e distribuíram boletins à população informando sobre o seu movimento.

No dia 29/12, nova manifestação na porta da TV Alterosa, inteiramente pacífica, foi acompanhada por mais de 100 policiais militares do Batalhão de Choque, chamado pela empresa. O aparato policial provocou indignação dos trabalhadores e teve repercussão internacional.

Em reunião de mediação realizada no dia 30/12 na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho (SRTE), os trabalhadores conquistaram sua primeira vitória, a estabilidade no emprego ate o dia 14 de fevereiro. Participaram da reunião, que durou cinco horas, representantes da empresa dos sindicatos dos Jornalistas, Radialistas, dos Funcionários da Administração e Trabalhadores Gráficos.

O 13º salário só foi quitado integralmente para os funcionários do parque gráfico, numa tentativa de dividir a categoria e evitar que o jornal Estado de Minas não deixasse de circular. Jornalistas, radialistas, administração e gráficos vêm atuando conjuntamente desde 2014 para solucionar os problemas que envolvem os Associados, entre eles o não pagamento e atraso do INSS, do FGTS, das férias, dos vales refeição e transporte.

Na reunião de mediação na SRTE não foi apresentada nenhuma proposta concreta da empresa para a quitação do 13º. Os sindicatos denunciaram as sucessivas práticas antissindicais e de assédio moral que vinham sendo adotadas pela empresa e que se intensificaram com as paralisações. Todas as provas e denúncias serão encaminhadas ao setor do Ministério do Trabalho responsável por apurar condutas dessa natureza. Foi acertada a garantia de emprego e a não aplicação de nenhum tipo de punição ou sanção para os integrantes do movimento paredista.

 

Na foto, a assembleia dos trabalhadores na porta do jornal Estado de Minas nesta segunda-feira 4/1.

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