Sindicato pede providências para garantir trabalho de jornalistas em Barão de Cocais e Frutal

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Kerison Lopes, reuniu-se na tarde desta quinta-feira 11/6/15 com subsecretário de estado de Defesa Social coronel PM Wilson Gomes da Silva Júnior para pedir providências para dois casos recentes de cerceamento do trabalho de jornalistas mineiros, ocorridos nos municípios de Barão de Cocais e Frutal. Em Barão de Cocais, o jornalista Guilherme Assis, diretor-geral do Diário de Barão, foi ameaçado de morte pela publicação de reportagem sobre um crime ambiental. Em Frutal, a repórter Paola Silveira,da Rádio 97FM, foi impedida de trabalhar pelo chefe do 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros.

“Não podemos permitir que o exercício profissional dos jornalistas continue sendo atingido por ameaças, violências e atitudes que desrespeitam a liberdade de expressão”, disse Kerison após reunião com o coronel. “O Sindicato está agindo para que as autoridades cumpram o seu papel de garantir o direito da sociedade à informação.”

O coronel comprometeu-se a entrar em contato com a polícia de Barão de Cocais para recomendar a apuração rigorosa das ameaças de morte feitas ao jornalista Guilherme Assis e garantir sua segurança pessoal e a realização do seu trabalho. Acrescentou que vai acompanhar de perto o caso.

O coronel disse também que vai informar o comando do Corpo de Bombeiros sobre o episódio ocorrido em Frutal e orientar para que seja aberta sindicância para apurar as irregularidades denunciadas. Segundo Kerison Lopes, o coronel admitiu que o comportamento do chefe do 7º Pelotão atinge a liberdade de expressão e o trabalho da repórter.

Os casos

No último fim de semana, a repórter Paola Silveira, da Rádio 97 FM, foi impedida de realizar seu trabalho rotineiro de cobertura do Corpo de Bombeiros, por ordem do comandante do 7º Pelotão, tenente BM Sérgio Luiz Magalhães Junior. Segundo Paola, o tenente, pessoalmente, mandou que ela se retirasse das dependências da corporação e proibiu que seus subordinados lhe dessem entrevistas. A alegação seria um vídeo publicado na internet no qual a repórter aparece em uma festa. “Ele disse que não quer a imagem dos Bombeiros misturada com a minha imagem”, contou Paola.

O cerceamento ao trabalho da repórter provocou reação dos jornalistas e estudantes de Comunicação de Frutal, que divulgaram uma nota de repúdio (a nota pode ser lida aqui). “Agradeço muito o apoio que estou recebendo dos amigos e do Sindicato. O que aconteceu comigo pode acontecer amanhã com qualquer jornalista”, disse Paola.

Em Barão de Cocais, o jornalista Guilherme Assis registrou um Boletim de Ocorrências na PM, depois de ter sido ameaçado de morte por um fazendeiro, membro de família tradicional na cidade, e que fez desmatamentos de forma irregular, segundo a Secretaria do Meio Ambiente local. O jornal Diário de Barão publicou reportagens sobre o assunto, o que procovou as ameaças de morte. “Pode verificar no sistema, não tenho o crime de ameaça em meu prontuário, eu já cometi o crime de lesão corporal e tentativa de homicídio”, teria dito ao jornalista o autor da ameaça, segundo o B.O.

 

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Um comentário

  1. Frutal tem diversos casos de desrespeito de autoridades contra jornalistas.
    Em dois casos recentes, anteriores ao da repórter Paola, jornalistas no exercício da profissão foram submetidos a constrangimento.
    Fica a nota.

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